"Ele foi muito cruel", disse servidora que levou tiro no peito na 408 Sul

Em depoimento à polícia, Ieda Rizzo clamou por Justiça e reconheceu o criminoso através de câmeras de segurança

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postado em 13/01/2018 14:20 / atualizado em 13/01/2018 16:02

Luis Nova/Esp.CB/D.A Press
"Me solta! Me solta! Me solta!", foram exatamente essas as palavras proferidas por Ieda Maria Neiva Rizzo, 54 anos, na segunda-feira (8/1), quando foi abordada por um criminoso, ao sair da casa do namorado, na Asa Sul. Ao reagir à ação, a mulher levou um tiro no peito, de uma pistola calibre .40, por volta de 22h23. A tentativa de latrocínio (roubo com morte) aconteceu na 408 Sul, entre os blocos A e B, de onde o criminoso fugiu, a pé, e até a última atualização desta reportagem seguia foragido. A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) investiga o caso.
 
 
Toda a ação foi filmada por câmeras de segurança da quadra. Ieda passou por cirurgia no antigo Hospital de Base — hoje, Instituto Hospital de Base —, e se recupera na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília. O estado de saúde dela é estável. 
 
A servidora do Ibama foi ouvida pelos investigadores da PCDF na última quarta-feira (10/01), dois dias após o incidente. Outras quatro testemunhas também prestaram depoimentos. "Os pedidos de socorro foram escutados por moradores da região. Eles foram até as janelas para observar o que acontecia e viram o momento em que foi efetuado o disparo”, conta o delegado-adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Nogueira Neto.
 
"Ele foi muito cruel", detalhou Ieda em depoimento à PCDF. Ela clamou por justiça e reconheceu o criminoso através de câmeras de segurança. Os agentes trabalham para identificar o autor da ação, que aparece nas filmagens usando calça jeans escura, blusa preta com detalhe centralizado e boné. 
 
A atuação de um segundo participante não é descartada. "O executor, pelas próprias imagens, é um só, o que também é confirmado pela vítima. Pode ser que ele tenha um comparsa, que o tenha levado até a Asa Sul e quem deu fuga após o crime”, analisou Ataliba. 
 
Quem tiver alguma informação sobre o caso, ou sobre o paradeiro do criminoso, pode denunciar por meio do número 197, pelo WhatsApp da corporação (61) 98626-1197, e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br e no site da corporação www.pcdf.df.gov.br. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.
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