Expansão do Metrô para Ceilândia e Asa Norte está prevista para 2019

Propostas para expansão da linha de Ceilândia e construção da primeira estação na Asa Norte estão sob análise pelo Ministério das Cidades, que liberou R$ 275,5 milhões para trecho de Samambaia

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postado em 14/01/2018 08:00 / atualizado em 13/01/2018 21:28

Reprodução/Metrô DF


Após garantir o recebimento de R$ 275,5 milhões do Ministério das Cidades para a expansão do metrô em Samambaia, o Palácio do Buriti aguarda o sinal verde do órgão federal para outros dois projetos: a ampliação em 3,2 km da via dos trens em Ceilândia e a construção da primeira estação da Asa Norte. Pelas estimativas do Executivo local, as obras custariam R$ 354,4 milhões aos cofres da União e R$ 51,4 milhões aos caixas do GDF, totalizando R$ 405,8 milhões. A promessa do aumento da cobertura do transporte sobre trilhos perdura desde meados de 2009, quando o Distrito Federal foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.

O GDF entregou as duas propostas ao Ministério das Cidades em junho de 2015, junto ao projeto relativo à expansão do sistema em Samambaia. Em Ceilândia, estima-se a construção de duas estações para garantir o alcance aos moradores do Setor O. A linha da Asa Norte, por sua vez, ficará próxima ao hospital regional da cidade. O governo espera receber uma resposta sobre as proposições até o próximo ano. No meio tempo, técnicos trabalham no planejamento de outras oito estações, entre a SQN 103 e o Terminal da Asa Norte. 
De forma paralela, o GDF pretende finalizar, entre junho e agosto, as obras nas estações inoperantes da 106 e 110 Sul, além da Estrada Parque, entre Taguatinga e Águas Claras. O governo, contudo, não prevê recursos para colocar em funcionamento as paradas da 104 Sul e Onoyama, situada entre as estações Praça do Relógio e Centro Metropolitano, conforme previsto no plano de governo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — o Executivo local pretende pleitear o valor necessário para essas reformas com a União e bancos.

Diretor-presidente da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF), Marcelo Dourado afirma que o governo investirá cerca de R$ 38 milhões na conclusão das obras previstas. “O GDF conseguiu um aporte de recursos do Banco do Brasil e estamos na fase final do processo licitatório. Apenas com a finalização da estação Estrada Parque, beneficiaremos estudantes de cinco a seis universidades”, garantiu. 

Samambaia 


A previsão é que as obras da expansão do transporte sobre trilhos de Samambaia comece em novembro. O projeto completo, que inclui a modernização do sistema, prevê investimentos de cerca de R$ 315 milhões — R$ 275 milhões provenientes do orçamento-geral da União e R$ 40 milhões do GDF. O valor, contudo, pode cair, a depender do resultado do processo licitatório, cuja previsão de lançamento é junho.

As obras devem durar cerca de três anos e os recursos serão liberados pelo governo federal conforme os avanços da construção. Hoje, Samambaia conta com três outras estações: Furnas, Samambaia Sul e Terminal. As novas paradas serão construídas nas quadras 111, próximo à Feira Livre, e 117, ao lado da Vila Olímpica Rei Pelé. Dourado estima que 30% da população da cidade seja beneficiada com a expansão. “Serão cerca de 78 mil pessoas afetadas direta ou indiretamente”, ressaltou. 

Especialista em políticas públicas de transportes e pesquisador da Universidade de Brasília (UNB), Artur Morais vê o investimento com bons olhos. De acordo com o professor, além de melhorar as condições de acesso da população ao sistema, a iniciativa vai incrementar a valorização do imóvel na região. “A média de aumento no valor de unidades residenciais ou comerciais é de 15%. Outro ponto positivo é que as pessoas que trabalham fora e precisavam pegar um ônibus e, depois o metrô, economizarão tempo e dinheiro”, frisou.

Estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) aponta que grande parte dos moradores de Samambaia tem empregos fora da região administrativa. Entre os habitantes, 29,59% trabalham no Plano Piloto; 9,23% em Taguatinga e 8,20% e outras localidades. A estimativa, portanto, é que o aumento do alcance das linhas de metrô, desafogue a demanda dos ônibus, por exemplo, que levam 46,86% residentes da cidade ao trabalho. 
 

Mais recursos

 
O orçamento do Metrô para este ano, que ficou em torno de R$ 416 de milhões, pode crescer. No projeto de lei encaminhado à Câmara Legislativa que detalha o uso do R$ 1,4 bilhão economizado com a reforma da previdência e incrementado com o recebimento de precatórios, consta a destinação de R$ 18,4 milhões ao órgão. O valor será usado na reforma de estações. A de Arniqueiras, em Águas Claras, passará por melhorias na acessibilidade. 

 
 
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