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Estado de Minas

Família do Distrito Federal tem 12 pessoas infectadas com conjuntivite

Vinte e seis membros da família visitaram Caldas Novas (GO) no fim de semana e 10 adultos e duas crianças voltaram com a doença


postado em 16/01/2018 15:00 / atualizado em 17/01/2018 10:34

Régis mostra os olhos avermelhados pela conjuntivite: quando os primeiros sintomas aparecem, o ideal é procurar um oftalmologista(foto: Arquivo pessoal)
Régis mostra os olhos avermelhados pela conjuntivite: quando os primeiros sintomas aparecem, o ideal é procurar um oftalmologista (foto: Arquivo pessoal)

 

Uma família moradora do Distrito Federal é o retrato da gravidade do surto de conjuntivite que surgiu em Caldas Novas e ameaça se espalhar pelo Entorno e por Brasília. Com membros morando em Ceilândia, Santa Maria e Águas Lindas (GO), o núcleo tem 12 pessoas infectadas com a doença ocular, 10 adultos e duas crianças.

 

Um dos afetados, o emendador de cabos telefônicos Régis Ferreira, 37 anos, conta que ele e mais 26 parentes visitaram Caldas Novas recentemente, ficando hospedados na cidade entre a quinta-feira (11/1) e o domingo passado. Os primeiros sintomas surgiram ainda durante a viagem, afetando primeiro os pequenos, após eles passarem o dia na piscina do hotel em que estavam.

 

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“Depois disso, ficamos em alerta. Mesmo assim, quando voltamos já éramos nove contagiados com a conjuntivite”, diz. Nele, os sintomas surgiram na segunda-feira (15/1). “Ontem foi comigo. Mais dois parentes relataram a mesma coisa no grupo da família. A gente estava no mesmo hotel e a coisa lá está feia. Vimos outras pessoas com conjuntivite”, afirma.

 

Até agora, a conjuntivite não afetou a rotina de Régis, que está de férias, mas ele não sabe se terá condições de retornar amanhã, quando acaba o período de descanso. Já sua cunhada, a doméstica Elisângela de Souza, 33 anos, não pôde ir ao serviço esta semana ainda. "Não fui trabalhar nem ontem nem hoje. Cheguei a ir no posto de saúde aqui da Expensão do Setor O, mas não fui atendida, pois não tinha médico", conta. 

 

De acordo com o oftalmologista João Luíz Costa, durante o verão é comum que nas praias e em locais com piscinas aconteçam surtos de conjuntivite. “Às vezes, a pessoa nem sabe que está com a doença. Sente uma leve coceira nos olhos, pensa que não é nada e cai na água. O vírus se espalha pela água e atinge quem entra no local.” O ideal, diz, é ir logo ao médico. “Quando os primeiros sintomas aparecerem, o ideal é procurar um oftalmologista. Isso porque mesmo que os sintomas sejam leves, a conjuntivite já passa a ser contagiosa”, alerta.

 

Surto em Caldas Novas

 

Um dos principais destinos dos brasilienses nas férias está sofrendo com um surto de conjuntivite desde a última quinta-feira (11/1). O registro de atendimento diário na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade passou a ser de 50 a 60 pacientes infectados. Por isso, foi necessário reforçar o quadro de servidores na unidade de saúde, com o acréscimo de um plantonista, além de uma equipe de oftalmologia.

 

Com a série de casos, os hotéis da região foram notificados pelo governo municipal para o reforço da higiene, como trocas mais frequentes de roupas de cama. Os estabelecimentos também devem disponibilizar álcool em gel.

 

Casos no DF aumentaram

 

Cassiano Rodrigues, responsável técnico distrital de oftalmologia da Secretaria de Saúde, afirma que os casos da doenças também aumentaram no DF nas últimas semanas. Mas os dados ainda não estavam consolidados. O Correio pediu os dados mais atualizados à Secretaria de Saúde, mas ainda não havia recebido os dados até a última atualização da reportagem.

 
Prevenção

 

Segundo Cassiano, para evitar a proliferação da doença, as pessoas contagiadas devem evitar ao máximo a exposição. “É preciso evitar aglomerações. Primeiro, a pessoa deve procurar um oftalmologista para se tratar e, se possível, se afastar do serviço. Pois a doença pode ser espalhada de forma indireta”, explica. Entre outras dicas de prevenção estão a de não compartilhar objetos pessoais, lavar sempre as mãos (se possível, com álcool gel) e não tocar os olhos sem a devida higiene.

 

* Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende 

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