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Estado de Minas

Saiba quem é o acusado de assassinar o pesquisador Arlon Fernando da Silva

Daniel Sousa de Andrade, o Scooby, era conhecido de policiais por roubar bicicletas no Eixo Monumental para revendê-las no Itapoã


postado em 16/01/2018 13:33 / atualizado em 16/01/2018 16:57

Rapaz acusado de matar Arlon vive, segundo a polícia, no Condomínio Del Lago(foto: PCDF/Divulgação)
Rapaz acusado de matar Arlon vive, segundo a polícia, no Condomínio Del Lago (foto: PCDF/Divulgação)

O doutorando em física Arlon Fernando da Silva não foi o primeiro a ter a bicicleta roubada por Daniel Sousa de Andrade, 21 anos, morador do Condomínio Del Lago, um bairro do Itapoã próximo ao Paranoá. O rapaz acusado de assassinar o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), em dezembro do ano passado, cumpria pena em regime aberto por assaltar um militar no mesmo local onde Arlon morreu. Além disso, Daniel, conhecido como Scooby, também é suspeito de outros roubos na área central de Brasília. Quase sempre, de bicicletas.
 

Scooby, segundo registros no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e da Polícia Civil, usou em outros momentos da violência para roubar as bicicletas. No assalto ao militar, em outubro de 2015, ele chegou a atingir o braço do servidor da Aeronáutica com um pedaço de madeira.

Porém, o militar, sem patente divulgada, revidou o assalto com um tiro para o chão. A bala atingiu o pé de Daniel, que foi levado ao Hospital de Base do Distrito Federal.

Preso, ele respondeu por roubo. Quase um ano depois do assalto, o juiz Nelson Ferreira Junior condenou o morador do Del Lago a dois anos e nove meses de prisão em regime semiaberto. O jovem ficou detido de novembro de 2016 a maio de 2017, mês em que conseguiu a progressão para o regime aberto. 

Segundo o delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), Rogério Henrique de Oliveira, Scooby é suspeito, ainda, de ter esfaqueado no peito um servidor do TJDFT. A tentativa de latrocínio também ocorreu no canteiro central do Eixo Monumental, em setembro do ano passado, três meses da morte de Arlon. O servidor conseguiu fugir, pedir ajuda e sobreviveu.

Vendedor de bicicletas roubadas


A investigação conjunta das polícias Civil e Militar concluiu que o próprio Scooby revendia os objetos roubados. Na maioria das vezes, a preços bastante abaixo do mercado. A bicicleta de Arlon, por exemplo, não sairia por menos de R$ 3 mil em lojas. Porém, o assassino do pesquisador vendeu as peças do veículo por R$ 500 a Luiz Carlos dos Santos Ramos, preso na 5ª DP, acusado de receptação.

A quantidade de crimes semelhantes colocou Scooby como principal alvo das investigações no mesmo dia em que Arlon morreu. "As oitivas nos levaram a ele, mas faltava algum elemento que comprovasse. Obter a bicicleta acelerou as investigações", comentou o delegado Oliveira.
 
Ainda na madrugada desta terça-feira (16/1), logo depois de a polícia encontrar o paradeiro da bicicleta de Arlon, o TJDFT expediu o mandado de prisão preventiva de Scooby. No entanto, até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido encontrado. 
 
Ver galeria . 10 Fotos A polícia encontrou, no Itapoã, peças da bicicleta de Arlon Fernando da Silva, morto em um latrocínio na noite de 7 de dezembro de 2017Marcelo Ferreira/CB/DA Press
A polícia encontrou, no Itapoã, peças da bicicleta de Arlon Fernando da Silva, morto em um latrocínio na noite de 7 de dezembro de 2017 (foto: Marcelo Ferreira/CB/DA Press )
 

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