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Estado de Minas

Instituto Hospital de Base inicia processos para compra de medicamentos

A lista de compra conta com insumos básicos como cateter, agulha, sonda, gaze, fio de sutura e reagentes para exames


postado em 20/01/2018 08:00

Agora gerido por um instituto, o maior hospital do DF começa a escolher fornecedores de remédios e material médico-hospitalar, independente da Secretaria de Saúde. Também publica edital para a seleção de 708 profissionais, com salário de até R$ 16 mil(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Agora gerido por um instituto, o maior hospital do DF começa a escolher fornecedores de remédios e material médico-hospitalar, independente da Secretaria de Saúde. Também publica edital para a seleção de 708 profissionais, com salário de até R$ 16 mil (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


O Instituto Hospital de Base (IHBDF) iniciou ontem um processo de compra de insumos e remédios para o abastecimento da unidade. São nove atos convocatórios para selecionar fornecedores. Entre os principais itens da lista estão remédios de uso geral, medicamentos quimioterápicos, material médico-hospitalar e insumos de laboratório. Além disso, ontem foi lançado o edital para a seleção de 708 profissionais. Os salários chegam a R$ 16 mil.

Os quantitativos a serem adquiridos foram estimados para atender as necessidades para três meses. A lista de compra conta com insumos básicos como cateter, agulha, sonda, gaze, fio de sutura e reagentes para exames. Na parte de medicamentos, estão drogas contra a trombose, o diabetes, anestésicos, anti-hipertensivos, anti-convulsivo, entre outros.

Essa é a primeira leva de compras realizada pelo IHBDF. Antes, os materiais eram adquiridos de maneira centralizada pela Secretaria de Saúde. “Iniciamos o processo de compra daquilo que precisamos colocar na mão do trabalhador do Instituto para que ele consiga realizar os atendimentos”, destaca o diretor-presidente do IHBDF, Ismael Alexandrino.

A expectativa é de que o hospital receba parte dos remédios e dos materiais entre 30 e 60 dias. Ismael ressalta que a reforma administrativa traz mais agilidade. “Pela Secretaria de Saúde, uma licitação leva ao menos um ano. Em determinadas situações não temos como esperar três, quatro meses para receber um medicamento”, pondera.

Cada empresa interessada estabelece um valor de mercado para os materiais e serviços. Além disso, o Instituto pode usar como referência preços praticados pela Secretaria de Saúde e demais órgãos do governo federal e local em compras semelhantes. Serão escolhidos os produtos de menor preço, que atendam às exigências de qualidade.


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"Em 60 dias, devemos fazer outros processos seletivos para outras categorias"

Ismael Alexandrino, diretor-presidente do IHBDF
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Contratações

Ontem, o IHBDF detalhou as vagas do processo seletivo. Serão 128 vagas para enfermeiros, 477 para técnicos de enfermagem e 103 para médicos — nas áreas de anestesia (27), cirurgia de trauma (20), clínica médica (8), emergência (40) e nefrologia (8). Para médicos, os salários iniciais variam entre R$ 13 mil e R$ 16 mil, em regime de 40 horas.

As provas devem ser aplicadas em 25 de fevereiro pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A expectativa é de que, até 26 de março, os aprovados assumam os postos de trabalho, conforme o Correio adiantou na edição de quinta-feira.

Para médicos, os salários iniciais variam entre R$ 13 mil e R$ 16 mil, em regime de 40 horas. Enfermeiros que trabalham 20 horas semanais receberão R$ 2,2 mil. Os técnicos de enfermagem ganharão R$ 1,3 mil.  Será admitida a inscrição somente via internet, solicitada no período entre 10h de 23 de janeiro até 18h de 5 de fevereiro de 2018 — pelo horário de Brasília. A taxa de inscrição varia entre R$ 65 e R$ 120. A lista dos aprovados será publicada em 22 de março.

A previsão é de que mais processos seletivos sejam lançados este ano para o instituto, com a possibilidade de contratar cerca de 300 profissionais. “Em 60 dias, devemos fazer outros processos seletivos para outras categorias”, destaca Ismael. “A nossa intenção é a diminuição de horas extras, o fortalecimento do pronto-socorro, o aumento do número de cirurgias e a abertura de leitos”, detalha. Atualmente, 117 leitos, entre vagas de unidade de terapia intensiva (UTI) e enfermaria, estão bloqueados.

Após a reforma administrativa, os funcionários passaram a ser admitidos com base no regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), ou seja, não serão concursados. A escolha será feita em duas etapas: prova geral e técnica.

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