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Estado de Minas

Com terceiro maior mercado do país, Brasília terá mapa de empreendedorismo

Levantamento vai identificar as mil iniciativas mais promissoras no ecossistema de startups da cidade


postado em 22/01/2018 10:52 / atualizado em 22/01/2018 12:33

Reunião define a execução do levantamento sobre empreendedorismo no DF(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
Reunião define a execução do levantamento sobre empreendedorismo no DF (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)

 
Dono do terceiro maior mercado do país, o Distrito Federal tem potencial para o empreendedorismo, mas ainda esbarra na falta de conexão entre os atores do ecossistema. Para ligar os pontos e proporcionar uma visão mais clara desse cenário, deixando de lado o estigma de que a cidade é só serviço público, está sendo lançado um projeto colaborativo que promete mapear, identificar, cadastrar e divulgar as mil iniciativas empreendedoras de base tecnológica mais promissoras da cidade, presentes no mercado e no meio acadêmico. O Censo do Ecossistema de Startups do DF deve começar na primeira semana de fevereiro. A previsão é de que o resultado seja divulgado em maio.
 

Na última semana, representantes de vários setores do mercado se reuniram na sede da EI! Comunidade de Empreendedorismo e Inovação, da Fundação Assis Chateaubriand (FAC), para definir os caminhos do levantamento, que será construído on-line e poderá ser acessado por toda a sociedade. A iniciativa vai contar com apoio de todo o ecossistema de empreendedorismo local, formado por incubadoras nas universidades, espaços de aprendizagem, co-working, pré-aceleradoras, aceleradoras, investidores anjos, fundos de investimento, órgãos de fomento e empreendedores com projetos inovadores que precisem de ajuda para estruturar e desenvolver seus produtos, captar investimentos, comercializar e gerar riqueza, emprego e renda no Distrito Federal.
 
“A cidade toda se mobiliza para criar um portal com uma base de dados única, para que todos tenham acesso a tudo”, resume Jaime Araújo, co-diretor do Founder Institute, maior aceleradora de startups do mundo, recém-chegada em Brasília. Na avaliação dele, o ecossistema de empreendedorismo local está muito fragmentado. “São várias instituições fazendo várias iniciativas muito relevantes. Com esse projeto em que todos possam colaborar, vamos potencializar os resultados das startups, dos investidores, dos eventos, dos cursos, das capacitações, workshops. Vamos fortalecer o ecossistema em Brasília, no Brasil e no mundo. Hoje dispersamos esforços e energia. Vamos juntar forças para criar algo muito mais poderoso e gerar empresas de nível global, além de emprego e renda aqui no DF”, explica.
 

Talentos e inspiração

Com o mapeamento, a ideia é dar visibilidade para startups em diferentes estágios de desenvolvimento de produto até a captação de investimentos. Além disso, os fundadores das startups identificadas no censo poderão inspirar e engajar estudantes para o empreendedorismo, ao apresentarem projetos e compartilharem suas histórias em escolas de ensino médio e universidades. O censo também pretende identificar talentos. “Entender quem são é muito importante. Às vezes, tem alguém muito perto de mim, que eu posso apoiar ou possa ser apoiado por ele e não tenho conhecimento disso. Sozinho, a gente não consegue evoluir. Juntar as pessoas que estão trabalhando pelo ecossistema de Brasília é fundamental para a gente ter sucesso e fortalecer esses atores, trabalhar como um corpo só”, ressalta Henrique Guimarães, diretor de operações da Cotidiano Aceleradora, que investe em empresas em evolução.

 
Cultura empreendedora

Idealizador do Capital Empreendedora, maior evento de empreendedorismo do Centro-Oeste, Milton Camargo destaca o diferencial de Brasília. “A cidade tem um nível educacional acima da média, existe dinheiro no mercado para investimento e pessoas extremamente qualificadas. O que a gente vê é falta de cultura empreendedora. Caminhando no sentido da educação do empreendedor, a gente vai evoluir de modo geral. Esse empreendedor vai estar preparado para alçar voos mais altos”, observa Camargo.
 
O fortalecimento da cultura empreendedora é um dos focos da EI! Comunidade de Empreendedorismo (www.facbrasil.org.br/ei), da FAC, que vai lançar em breve um programa de aprendizagem para proporcionar novos conhecimentos, conexões e experiências com uma metodologia inovadora para o desenvolvimento de empreendedores. A entidade também faz parte do grupo organizador do censo. “Esse tipo de projeto que mapeia uma rede é um sonho de consumo para diversos setores. Ter todos os atores envolvidos na formalização dessa rede, ter um espaço que concentre todos esses players e a agenda dos eventos da cidade vai mostrar a força que o empreendedorismo tem. Isso vai potencializar articulação, parcerias, engajamento de qualquer um que esteja ou queira entrar no setor”, reforça Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand.
 
Interessados em participar do Censo do Ecossistema de Startups do DF podem entrar em contato pelo e-mail censostartupdf@gmail.com 

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