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Estado de Minas

STJ indefere pedido de habeas corpus para coronel da PM acusado de extorsão

A presidente da Corte entendeu que o ex-coronel da PMDF Francisco Eronildo Feitosa oferece riscos às investigações. Pedido de segredo de justiça também foi indeferido


postado em 22/01/2018 15:24 / atualizado em 22/01/2018 16:15

O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal acusado de extorquir empresários para liberar contratos da corporação vai continuar detido. A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, indeferiu uma liminar
que pedia habeas corpus de Francisco Eronildo Feitosa, ex-diretor do Departamento de Logística e Finanças da PMDF.
 
 
Feitosa está em prisão preventiva desde a manhã de 14 de novembro, quando a corregedoria da PMDF e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram a Operação Mamon, em referência ao termo bíblico que significa cobiça. Além da cobrança de propina para liberar manutenção de viaturas, ele responde por formação de organização criminosa.
 
Na decisão, Laurita Vaz entendeu que a prisão de Feitosa não continha vícios de fundamentação. Para a presidente do STJ, há também a necessidade de “preservar a instrução criminal”, uma vez que há, no entendimento da magistrada, risco às investigações e à corporação.
 

Pedido de segredo também foi indeferido

 
A defesa de Feitosa também havia entrado com pedido ao STF para que o processo corresse em segredo de justiça. Segundo os advogados, as acusações ferem “a honra e a imagem” do policial. No entanto, a juíza Laurita Vaz também indeferiu o pedido de liminar por “não ver razão” para o sigilo. Ela sustentou que o caso corre na imprensa, e, por isso, tornou-se público.

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