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Estado de Minas

Militantes se reúnem no Buriti para celebrar Dia da Visibilidade Trans

O evento ocorreu hoje, no Buriti. Ativistas realizaram um balanço dos avanços, entre eles, a permissão do uso do nome social em órgãos públicos no DF


postado em 29/01/2018 22:47 / atualizado em 29/01/2018 22:47

Militantes da causa LGBT se reuniram, nesta segunda-feira (29/1), para celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans. O evento, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, comemorou ainda o decreto que estabelece o uso do nome social em órgãos públicos diretos e indiretos — assinado em janeiro passado. 
 
 
A assessora da Coordenação de Diversidade da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), Ana Paula Benett, abriu a cerimônia. “O dia de hoje representa muito para nós. Não é fácil ser travesti, transexual, transgênero ou pessoa não-binária na sociedade atual. Celebrar esse dia também significa celebrar a vida, pois o caminho é muito árduo para nós”, enfatizou.
 
A participante da Rede Trans e assistente social Maria Eduarda Marques, veio de Aracaju (SE) para participar das ações realizadas pela a visibilidade trans. Ela acredita que os trabalhos desenvolvidos pela comunidade LGBT transformam a realidade dessas pessoas. “Conseguimos ter um estado de visibilidade, que é alcançando diariamente com meninas mais empoderadas”, destacou. 
 

Violência 

 
De outubro de 2016 a setembro de 2017, o Brasil matou pelo menos 171 travestis e transexuais. O número é 67% maior do que no México, que é o segundo colocado, com 56 homicídios. Os dados são da ONG Transgender Europe (TGEu).

“O que não temos para comemorar é a questão do crescimento das mortes de pessoas trans, que ainda assola o nosso país. Mas o importante é a gente mostrar a cara mesmo e fazer as reivindicações nos espaços”, enfatiza Maria Eduarda, da Rede Trans.
 

Poder nas mãos

 

A Aliança Nacional LGBTI, em conjunto com ativistas de São Paulo, desenvolveram um aplicativo, o TODXS. A plataforma, disponível para Android e IOS, conta com 208 normas, pesquisadas pela Secretaria de Direitos Humanos. Também a possibilidade de denúncia em tempo real de estabelecimentos comerciais, culturais e públicos que são homo ou transfóbicos — apesar de não ter poder legal, a ação entra no mapa de violência contra a comunidade, também disponível. Ainda, Organizações sem Fins Lucrativos LGBT+ e eventos.
 
O membro da Aliança e vice-presidente da Ong Jovens Unidos por Direitos Humanos Marcos Silva, 23, explica que o TODXS é um serviço de empoderamento. “Acredito que o aplicativo compila conhecimento e conteúdo, que podem ser usados de armas para a comunidade, e tudo na palma da mão. Somos uma sociedade cada vez mais moderna e nós também precisamos nos atualizar. Então, uma pessoa pode se defender com as leis, conforme o local que se está, além de evitar certos estabelecimentos, que podem ser preconceituosos”, afirma. 

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