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Estado de Minas

Galeria dos Estados: o retrato do abandono e da decadência

O local possui 80 estabelecimentos e o abandono é evidente. Comerciantes tiveram que reforçar as lojas com grades e contratar seguranças


postado em 06/02/2018 12:43 / atualizado em 06/02/2018 14:35

Situação degradante do local que foi um dos mais prestigiados da capital do país(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Situação degradante do local que foi um dos mais prestigiados da capital do país (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
 
A Galeria dos Estados, local do desabamento de um viaduto na manhã desta terça-feira (6/2), é o retrato do abandono e da decadência encontrada em vários pontos da zona central de Brasília. O endereço conta com 80 lojas de 18 metros quadrados sob os viadutos do Eixão Sul. O abandono é evidente a qualquer visitante. Há goteiras, ferros da estrutura expostos, sinais de ferrugem por todos os lados e falta de iluminação. 
 
A decadência pode ser constatada pela pouca ocupação: das 80 lojas existentes no local, 19 estão fechadas. A estrutura é dividida em duas partes. Em uma delas, próximo ao Setor Comercial Sul, o piso é mais conservado devido à estação do metrô. Porém, a iluminação não atende as expectativas nem de quem circula por ali à luz do dia, quem dirá à noite. E quem passa por lá, se tiver vontade de ir ao banheiro terá que procurar outro local. O motivo é que as quatro unidades existentes estão fechadas pela falta de água e manutenção.
 
Iluminação precária não atraí consumidores para a localidade(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Iluminação precária não atraí consumidores para a localidade (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

No outro lado, próximo ao Setor Bancário Sul, a iluminação foi reforçada pelos comerciantes. A maioria, donos de restaurantes que oferecem desde os famosos pratos prontos até a modalidade self-service. 

Na parte da galeria que não é coberta, o que se vê é um piso cheios de buracos e bancos quebrados. Ambulantes estão por todo lado. 

Recentemente outro acontecimento desagradou os comerciantes. A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) retirou as grades que fechavam o local após o horário das 23h30. Com medo de arrombamentos, os empresários ainda resistentes na localidade tiveram que reforçar as lojas com grades e contratar seguranças. Gastos a mais que não são cobertos pelo fraco movimento do dia a dia. 

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