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Estado de Minas

Defesa Civil: estrutura precisa ser escorada para evitar novo desabamento

"Se vai ser feita a retirada, reforço ou reconstrução do viaduto é responsabilidade do DER. O que é preciso é fazer um escoramento", disse o subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra


postado em 06/02/2018 16:28 / atualizado em 06/02/2018 19:40

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

 
O subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, explicou que nesse momento é necessário o escoramento da estrutura para evitar o desabamento de outra parte do viaduto. "Se vai ser feita a retirada, reforço ou reconstrução do viaduto é responsabilidade do DER. O que é preciso é fazer um escoramento. É um objeto de metal na vertical que vai dar apoio a estrutura para garantir que ela não vá cair", esclareceu. 
 
 
Segundo ele, o DER é o órgão responsável pela manutenção da ponte e a Defesa Civil só analisa estruturas quando solicitado pela população ou pelos órgãos competentes. "Já notificamos diversos órgãos do governo para garantir garantir a segurança da população. O guindaste que chegou foi solicitado pelos bombeiros para garantir os trabalhos se houvesse necessidade de entrar nos escombros para retirar alguma vítima", disse. 

Agora o DER será responsável por elaborar um laudo específico que vai apontar as causas do desabamento. "Nós vamos acompanhar a forma com que a estrutura vai se apresentar daqui pra frente, mas a outra parte precisa ser escorada com peças metálicas que vão sair do chão até a base do viaduto", ressaltou. 
 
 
O coronel não quis se manifestar sobre as infiltrações e as ferragens corroídas que foram identificadas na estrutura. "Somente um laudo de um engenheiro e um estudo de patologia vão definir os motivos. Essas sustentações funcionam como os ossos do corpo humano que garantem a manutenção e o funcionamento", ressaltou. 
 
 

Inicialmente, os bombeiros isolaram 20 metros ao redor de toda a estrutura. Os militares também retiraram pertences que estavam em uma das churrascarias que funcionava sob o viaduto. Entre os objetos resgastados, estavam dois freezers, uma balança, um botijão de gás, panelas, roupas de funcionários, equipamento de som e comidas congeladas. Os profissionais também fizeram uma avaliação sobre a melhor forma de escorar o viaduto. "Há risco de desabamento e por isso a necessidade da sustentação. Esse vai ser um trabalho complexo que só o laudo deve demorar cerca de 30 dias", explicou o coronel.
 
Por volta das 17h30, a Defesa Civil e o DER decidiram ampliar a área de isolamento para 40 metros, a fim de que os guinchos que estão no local pudessem ser manobrados com maior segurança. O isolamento serve inclusive para pedestres.
 

DER

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), por sua vez, informou que vários órgãos GDF trabalharão juntos para a reconstrução do viaduto. Segundo ele, será formado um grupo de trabalho para montagem de um plano emergencial. "O DER, a Novacap e a Secretaria de Infraestrutura vão atuar juntos. Vamos fazer um escoramento desse viaduto e uma análise criteriosa da estrutura, além de desvio do tráfego na região", disse.
 
Nesta quarta-feira (7/2), o DER deve avaliar se vai escorar ou demolir a estrutura. A autarquia vê como principal hipótese para o desabamento uma infiltração e a consequente corrosão de partes de aço. As infiltrações nas trincas e fissuras não são recentes e teriam se formado ao longo dos anos.
 
 

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