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Estado de Minas

Mulher é indiciada pela morte da filha após acusar o namorado em GO

Caso aconteceu em 2 de janeiro de 2017, mas inquérito foi concluído nesta sexta. Criança sofreu queda após a mãe tentar invadir casa do namorado


postado em 09/02/2018 20:00 / atualizado em 09/02/2018 21:34

Policiais durante reconstrução do crime, o que ajudou a indiciar a mulher pela morte da filha(foto: Divulgação/PCGO)
Policiais durante reconstrução do crime, o que ajudou a indiciar a mulher pela morte da filha (foto: Divulgação/PCGO)


Uma mulher, hoje com 26 anos, acabou indiciada pela morte da filha, de 2. O caso aconteceu em 2 de janeiro de 2017, em Formosa, cidade do entorno do Distrito Federal. A polícia civil goiana concluiu o inquérito na tarde desta sexta-feira (9/2). O documento, agora, segue para o Judiciário, que deverá encaminhar o processo ao Ministério Público do estado para dar continuidade às investigações. 

Em depoimento à polícia, a jovem culpou o namorado por espancamento da criança. Porém, a mulher deixou a criança cair de cabeça em um chão de concreto ao tentar entrar na casa do homem pela janela. A mãe e o rapaz viviam juntos na residência dele. Ela vai responder por denunciação caluniosa, pois acusou o companheiro, e homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Somadas, as penas podem chegar a até 12 anos de reclusão. 

O delegado-chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Formosa), Vytautas Zumas, do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) e responsável pelo caso, informou que a mãe sempre negou ter causado a morte. "A criança, assim que chegou ao hospital, apresentava lesões no cérebro e, por isso, sangrava muito pelo nariz e tinha convulsões", explicou o delegado.

Segundo Zumas, a desconfiança começou depois que as versões da mulher mudavam a cada depoimento. Primeiro, ela informou não saber o que tinha acontecido. Depois, culpou o namorado. Por último, revelou que, depois de uma briga com o companheiro, tentou entrar pela janela com a criança. "A menina caiu de cabeça. Essa versão é a que fez mais sentido e se concretizou", frisou o delegado. 

O acidente com a menina aconteceu na manhã do dia 2 de janeiro, só que apenas às 23h daquele dia o Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi acionado. "A mãe deveria ter chamado o socorro logo após a menina ter caído. Ela agonizou de dor o dia todo", completou Vytautas Zumas. Os médicos, segundo o delegado, não souberam informar se a criança sobreviveria caso a mãe tivesse acionado o Samu no momento da queda, mas há a possibilidade que a omissão tenha contribuído com a morte. "Temos relatos de maus-tratos por parte de testemunhas. Essa moça não tinha a menor condição de cuidar da filha", concluiu o delegado. 

Depois do chamado, a criança seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Porém, devido à gravidade do estado clínico, ela foi encaminhada para o Instituto Hospital de Base (IHBDF), em Brasília. De acordo com o relatório médico, a garota apresentava fratura em três partes ósseas do crânio. Ela morreu 11 dias depois na UTI da unidade.


Análise do caso


Após a morte da filha, a polícia continuou com as apurações. O namorado negou ter envolvimento com a morte da criança. Além de diligências, equipes da corporação fizeram a reconstrução do caso. “No dia do crime, o casal discutiu. O rapaz a expulsou de casa e levou a chave para o trabalho. A mulher ficou pela rua com a menina até que teve a ideia de entrar pela janela. Nisso, a derrubou”, contou Vytautas Zumas. 


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