ciência e saúde

Melhores imagens captadas por estudiosos do mundo inteiro são premiadas

Publicação: 21/02/2012 08:00 Atualização: 28/02/2012 10:30

A ciência pode ser muito bonita, e isso não se refere apenas aos resultados práticos obtidos a partir de anos de investigações no laboratório. Moléculas, nanotubos, células e outra infinidade de estruturas com as quais pesquisadores lidam no dia a dia de seus trabalhos têm um forte lado estético. Algumas podem parecer assustadoras, como tumores cancerígenos. Outras se assemelham a esculturas, paisagens ou telas dignas de uma exposição artística.

Há nove anos, a revista científica Science organiza, com a Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF, sigla em inglês), um concurso para premiar as melhores imagens captadas por pesquisadores de todo o mundo. Na edição 2011, foram 212 inscrições de trabalhos, analisados por um júri formado por seis cientistas. As fotos dos finalistas ficaram expostas no site da NSF, para que o público visitante também pudesse dar seu voto. No total, 3,2 mil pessoas fizeram suas escolhas, publicadas recentemente pela Science.

“O objetivo é promover a tecnologia de ponta aplicada nos esforços para visualizar os dados científicos”, explicou o editor-chefe da revista, Colin Norman, em um artigo publicado na edição de 3 de fevereiro. “A rápida mudança tecnológica está abrindo novas perspectivas na visualização de dados. Entre os vencedores desse ano, há um corte transversal de um olho, um jogo interativo no qual os jogadores tentam reproduzir a incrível capacidade da natureza para produzir proteínas e um vídeo que reúne um amontoado de células”, escreveu. De acordo com um comunicado distribuído pela NSF, “algumas das mais poderosas descobertas da ciência não foram feitas de palavras. Dos diagramas de Da Vinci aos raios X de Rosalind Franklin, a visualização da pesquisa tem uma história longa e ilustrada. Ilustrar é esclarecer”.

Três critérios foram usados pelos jurados para premiar os vencedores. O primeiro foi o impacto visual, que deveria ser demonstrado por meio de cor, textura, forma, harmonia e movimento. O segundo, a comunicação efetiva — não bastava a imagem ser bonita, mas precisava passar uma ideia precisa sobre o dado científico retratado. Por fim, o júri levou em conta a originalidade dos trabalhos, principalmente os métodos tecnológicos usados para obter as imagens.

A vencedora: Células do olho de um rato (Bryan William Jones/Divulgação)
A vencedora: Células do olho de um rato

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