Ouvir o som favorito e fugir do frio ajudam a proteger o coração

A baixa temperatura, de acordo com pesquisa do Hospital Universitário Antwerp, na Bélgica, aumenta a ocorrência de infartos

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postado em 07/09/2013 07:20 / atualizado em 07/09/2013 09:48

Bruna Sensêve

Rafael Ohana/CB/D.A Press - 22/10/11
Ouvir a trilha sonora favorita e fugir do frio são atitudes que protegem o coração. É o que indicam duas pesquisas apresentadas nesta semana no Congresso Europeu de Cardiologia 2013, realizado em Amsterdã, na Holanda. Os cientistas de ambos os estudos chegaram às conclusões após análises com humanos. A música fortaleceu o tecido endotelial — que reveste as artérias — dos participantes dos experimentos feitos na Faculdade de Medicina da Universidade de Novi Sad, ao norte da Sérvia. Já a baixa temperatura, de acordo com pesquisa do Hospital Universitário Antwerp, na Bélgica, aumenta a ocorrência de infartos.

O trabalho liderado pela pesquisadora Deljanin Ilic avaliou os efeitos de ouvir a música favorita por 30 minutos, em todos os dias da semana, em 74 adultos. Eles foram separados em três grupos: um praticou treinos físicos (33), outro ouviu a música predileta (10) e um terceiro realizou as duas tarefas (31). O experimento durou três semanas. No início e no fim, foram medidos marcadores da função endotelial encontrados na circulação sanguínea, em especial, o óxido nítrico. Após as três semanas, os maiores aumentos foram registrados no grupo que realizou as duas estratégias simultaneamente. A equipe que apenas praticou atividades físicas teve índices mais altos que aquela que se concentrou na música favorita, apesar de a última também ter registrado benefícios.

Segundo Ilic, o treinamento físico já é conhecido por melhorar a função endotelial e é a pedra angular de um programa multifacetado de reabilitação cardiovascular. No entanto, pouco se sabe sobre o papel da música na reabilitação cardiovascular ou sobre os efeitos de ouvir o som favorito na função endotelial. “A combinação de música e treinamento físico levou ao melhor desempenho na função endotelial. Melhorias na função foram associadas com evolução significativa na capacidade de se exercitar.” Depois de três semanas, a capacidade de exercício aumentou em 39% no grupo com música e treinamento, em 29% nos participantes que apenas se exercitaram, e em 19% na última equipe.

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