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Abuso de drogas e prisões por violência crescem mais em esquizofrênicos Os dados são um indicativo da necessidade de melhorar os tratamentos disponíveis

Paloma Oliveto

Publicação: 05/06/2014 06:30 Atualização: 04/06/2014 21:47



Nas últimas quatro décadas, a vida ficou pior para pacientes de esquizofrenia. Uma pesquisa realizada na Suécia com 25 mil indivíduos que sofrem do distúrbio mostrou que, comparado ao restante da população, nesse período houve aumento de morte prematura, criminalidade e suicídio entre eles. Também foi verificada maior incidência de abuso de drogas. De acordo com o principal autor do estudo, o psiquiatra Seena Fazel, da Universidade de Oxford (Inglaterra), isso não significa que a doença mental predispõe a comportamentos violentos. Em um estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry, ele alerta que, na verdade, os dados são um indicativo da necessidade de melhorar os tratamentos disponíveis, atacando não só os sintomas da doença, mas também desenvolvendo medidas preventivas e uma rede de proteção.

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Desde a década de 1970, a Suécia abastece um banco de dados bastante completo e atualizado sobre doenças mentais. Fazel acredita que nenhum outro país dispõe de informações tão detalhadas a respeito dos pacientes, que são acompanhados ao longo de toda a vida. Por isso, a pesquisa foi realizada lá, esclarece. Os gráficos das estatísticas, que cobrem o período de janeiro de 1972 a dezembro de 2009, mostram, ao longo dos anos, uma linha ascendente. Embora tanto em equizofrênicos quanto na população em geral índices de suicídio, criminalidade e mortes prematuras (antes dos 56 anos) tenham aumentado nesse intervalo, as taxas foram maiores entre os primeiros.

Essa é também a primeira pesquisa que compara violência e mortalidade nesses pacientes não só com o restante da população, mas entre irmãos. A inclusão dos parentes ocorreu para ajustar fatores de risco intrafamiliares e genéticos. Sabe-se, por exemplo, que filhos de pais criminosos têm maiores chances de cometer suicídio, por fatores ambientais. Ao mesmo tempo, alguns autores sustentam que certos aspectos da violência poderiam ser herdados no DNA. Os pesquisadores queriam constatar se pessoas criadas sob as mesmas condições — fossem boas ou ruins — e com perfil genético semelhante tinham riscos iguais de se envolver com fatos violentos ou se o distúrbio mental influenciava mais que o histórico familiar e/ou genético.

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