Ciência e Saúde

A imunoterapia é um dos tratamentos mais eficaz na luta contra o câncer

Humberto Rezende
postado em 02/06/2015 06:05

Chicago ; A maior arma contra o câncer pode estar no próprio paciente. O encontro de 2015 da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês), que começou na sexta-feira passada e termina hoje em Chicago (EUA), confirma que o combate à doença ingressou em uma nova era graças à imunoterapia. Nessa estratégia de tratamento, os cientistas não buscam descobrir moléculas capazes de destruir tumores, mas tentam ajudar o sistema natural de defesa do organismo a atacar as células doentes. Em outras palavras, o sistema imunológico se transformou no mais novo e promissor remédio anticâncer.

A imunoterapia merece grande destaque no evento da Asco, o maior da área de oncologia no mundo, que, neste ano, conta com a participação de 25 mil médicos e com a apresentação de 5 mil artigos científicos. Estudos com essa abordagem foram selecionados para abrir as conferências realizadas exclusivamente para a imprensa e se destacaram nas sessões plenárias, as mais prestigiadas. Entre os resultados já alcançados com a estratégia, promissores avanços na luta contra diversos cânceres, como os de pele, fígado, cabeça e pescoço, cólon e reto, e pulmão.

;O campo das imunoterapias fica mais empolgante a cada ano. De maneira impressionante, essas drogas vêm se mostrando eficazes em cânceres contra os quais praticamente nenhum outro tratamento funciona;, afirmou Lynn Schuchter, especialista membro da Asco. Mas o que essas drogas efetivamente fazem?

De forma resumida, elas permitem que o sistema imunológico faça o que sempre deveria ter sido feito. Quando surgem células cancerígenas no corpo, a defesa natural do organismo as identifica e começa a matá-las. No entanto, o câncer logo percebe esse ataque e cria disfarces, tornando-se invisível para as células de defesa. Assim, ele passa a proliferar sem ser incomodado.

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