Novo tratamento usa injeção de células-tronco para amenizar sequelas do AVC

O tratamento criado em universidade dos EUA foi testado em 18 pacientes. Os benefícios, como voltar a falar e recuperar a força das pernas e dos braços, se mantiveram por mais de dois anos

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postado em 04/06/2016 08:10

Vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) recuperaram a capacidade de andar e falar, além de retomarem a rotina, após serem submetidas a um processo que exige apenas anestesia local e uma única noite no hospital. A técnica promissora foi detalhada na revista Stroke por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Eles injetaram células-tronco adultas no cérebro dos participantes. O tratamento mostrou-se seguro e beneficiou os pacientes por mais de dois anos, informam os autores.

Todos os 18 voluntários tinham sofrido um AVC entre seis meses e três anos antes da intervenção. Até aquele ponto, a recuperação estava estagnada neles. “Nós achávamos que os circuitos cerebrais afetados pelo derrame estavam mortos”, conta Gary Steinberg, coautor da pesquisa. “Agora, sabemos que devemos repensar isso. Eu acho, pessoalmente, que os circuitos estão inibidos, não mortos. Nosso tratamento pode ajudar a desinibi-los”, diz o neurocirurgião de Stanford que conduziu 12 dos 18 procedimentos.

Os participantes, com idade entre 33 e 75 anos, tiveram aumento de 11,4 pontos em um teste de mobilidade cuja pontuação máxima, 100, indica aptidão plena. As melhoras mais consideráveis foram na força, na coordenação, na habilidade de andar, de usar as mãos e de se comunicar. “Uma mulher de 71 anos que apenas movia o dedão esquerdo no início do teste consegue, hoje, andar e levantar seu braço acima da cabeça”, relata Steinberg.

Financiado pela empresa SanBio, o teste clínico de Stanford é o segundo a avaliar se injeções de células-tronco podem amenizar sequelas do AVC. Os participantes da primeira investigação, conduzida pela empresa ReNeuron, apresentaram benefícios semelhantes por até um ano após a intervenção. A diferença é que, em vez de células-tronco adultas, a ReNeuron optou por células extraídas do cérebro de fetos abortados.

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