Dieta rica em fibras ajuda a proteger a saúde na terceira idade

Segundo estudo australiano, é possível não se abater por fragilidades comuns na terceira idade, como hipertensão e demência, seguindo uma dieta rica em vegetais, grãos e outros alimentos fibrosos

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postado em 12/06/2016 08:10 / atualizado em 11/06/2016 20:12


Elas dão saciedade, ajudam a controlar o peso, facilitam a digestão e previnem a constipação. Agora, mais um efeito foi acrescentado ao arsenal de benefícios das fibras, carboidratos encontrados em vegetais e grãos. De acordo com um estudo australiano feito ao longo de 10 anos, tanto na forma solúvel quanto na insolúvel (veja arte), o consumo regular da substância funciona como uma fonte de juventude, com redução de problemas comuns do envelhecimento, como comprometimento cognitivo e doenças crônicas.

As fibras dietéticas promovem uma espécie de faxina no sistema digestivo. No caso das solúveis — encontradas em alimentos como frutas, aveia e leguminosas —, elas absorvem água e formam um gel. Dessa forma, desaceleram a digestão e vão carregando substâncias como gorduras, colesterol e alimentos não digeridos e que serão eliminados do organismo. Já as insolúveis — presentes em casca de frutas, sementes e cereais integrais —, aumentam o bolo fecal, prevenindo prisão de ventre e câncer de cólon.

Esses benefícios são bem conhecidos de médicos e nutricionistas, que insistem com seus pacientes para incluí-las sempre na dieta. Embora a quantidade varie de acordo com a idade, em média, recomenda-se consumir 14g de fibras a cada 1 mil calorias, o que daria por volta de 28g a 35g diárias.

Conhecendo bem o papel da substância na promoção da saúde, pesquisadores do Instituto Westmead de New South Wales, na Austrália, avaliaram dados de 1.609 pessoas com mais de 49 anos que, no início do estudo, não tinham histórico de câncer, doença coronariana e derrame. Elas integravam o banco de dados de uma pesquisa epidemiológica e tiveram seus registros médicos acompanhados rigorosamente ao longo de uma década. No total, quando chegaram aos 60 anos, 15,5% estavam livres de qualquer complicação de saúde associado ao envelhecimento.

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