Vacina contra leishmaniose, desenvolvida em MG, protege homem e cães

Substância impede que o cachorro contaminado transmita o protozoário leishmania, reduzindo a disseminação da doença e evitando que o animal seja sacrificado

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postado em 27/06/2016 10:39

Belo Horizonte — Uma vacina que pode significar o fim da eutanásia dos cães nos casos de leishmaniose visceral, além de reduzir o potencial de disseminação da doença, está sendo desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em vez da imunização, a abordagem promete impedir que o cachorro contaminado se mantenha como reservatório do protozoário que causa a doença, interrompendo a transmissão para outros cães e, até mesmo, para humanos. Com isso, o animal doente deixa de ser considerado um risco à saúde pública e pode ser submetido a tratamento, o que atualmente não é recomendado pelo Ministério da Saúde.

A técnica para controlar a disseminação de leishmaniose visceral é inédita e conduzida pelo Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o professor Rodolfo Cordeiro Giunchetti, coordenador dos estudos, a vacina tem, na composição, o antígeno do próprio inseto. Usa uma proteína do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha, para gerar, no cão, anticorpos que inibam as etapas de desenvolvimento do inseto.

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Assim, quando a fêmea picar o cachorro infectado em busca de sangue, ela não será infectada e, portanto, não poderá transmitir o protozoário causador da leishmaniose. “Há indícios de que o hospedeiro contaminado bloqueia a infecção no inseto, o que interromperia o ciclo de transmissão, de modo que ele não conseguiria infectar novos cães ou mesmo o homem”, diz o pesquisador.

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