Dores no estômago frequentes merecem atenção especial e tratamento rápido

Na maioria das vezes, esse é um sinal de problemas facilmente tratáveis, mas pode indicar também tumores em estágio inicial

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postado em 28/06/2016 06:05 / atualizado em 28/06/2016 07:29

Edésio Ferreira/EM/D.A Press

 

Belo Horizonte — A aposentada Dagmar Ribeiro Xavier Cardoso, 85 anos, conta que, embora tomasse remédio para o estômago, ainda se queixava de azia e queimação. Foi, então, aconselhada pelo cardiologista a procurar um gastroenterologista. Marcou consulta e foi fazer os devidos exames. Realizada a endoscopia, constatou-se um tumor no estômago em estágio precoce.

Depois de se consultar com mais de um médico, acabou optando por uma cirurgia endoscópica, menos invasiva, para a retirada do câncer. “O médico esclareceu que se tratava de um método novo, desenvolvido no Japão e que era bem menos invasivo do que a outra cirurgia de abertura do estômago. Achei aquilo ótimo. Graças a Deus, foi como se não tivesse operado, pois não senti nada e já estava me alimentando bem no mesmo dia e comendo massas no seguinte. Sensacional. Em outro exame posterior, de controle, deu tudo normal, já cicatrizado”, conta a aposentada.

Edésio Ferreira/EM/D.A Press
Antes do episódio, Dagmar conta que havia sido infectada pela bactéria H. pylori. “Quando fiz a primeira endoscopia, constatou-se a presença dela, porém fui tratada. Ocorre que, depois de algum tempo, ela voltou, como mostrou um segundo exame. Mas, já sob cuidados, fiz outro tratamento, eliminando de vez a tal bactéria. Hoje, tenho uma vida normal, pois me alimento bem e não estou proibida de comer nada, felizmente. O médico apenas me aconselhou a fazer uma nova endoscopia de acompanhamento no ano que vem para ver se está tudo bem, e acredito que estará.”

Queixas


É comum pessoas se queixarem de dores na região do estômago, além de outros sintomas, como azia, indigestão e incômodo por gases. Muitas podem manifestar também sintomas como náuseas ou mesmo vômitos quando submetidas a um forte estresse ou a períodos de tensão emocional.

Órgão do sistema digestório, o estômago está situado entre o esôfago e o duodeno. Sua mucosa é formada por glândulas que produzem o suco gástrico e enzimas — substâncias importantes para a primeira fase da digestão dos alimentos. “A digestão varia entre indivíduos e é influenciada por diversos fatores, como as características dos alimentos e o volume da refeição. O estômago funciona como uma bolsa coletora dos alimentos e tem papel central na primeira fase da digestão dos alimentos”, explica Vitor Arantes, coordenador dos Serviços de Endoscopia do Hospital Mater Dei Contorno, em Belo Horizonte, e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

O médico, que também é professor da Faculdade de Medicina da UFMG e presidente da Comissão do Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Endoscopia (Sobed), explica que a digestão se inicia na cavidade bucal com a mastigação, ação de enzimas salivares e formação do bolo alimentar, que será conduzido pelo esôfago até o estômago. “Simultaneamente, ocorre uma série de estímulos hormonais, desencadeados pelo cérebro, que induzirão à secreção de substâncias (ácido clorídrico, enzimas etc.) pelo estômago para receber a chegada dos alimentos. No estômago, os alimentos permanecerão por um período de duas a quatro horas, quando serão misturados com o suco gástrico, rico em enzimas. Posteriormente, o estômago propulsiona os alimentos em direção ao duodeno e intestino, órgãos onde serão absorvidos os nutrientes e será finalizado o processo de digestão, com formação das fezes e sua eliminação”, diz.

As principais causas de dores no estômago são: úlceras; gastrites, em especial aquelas relacionadas com uso de anti-inflamatórios; e os tumores. “Essas enfermidades podem gerar um espectro variado de sintomas, sendo possível destacar a dor de estômago, que costuma ser em ‘queimação’ ou azia; sensação de náuseas ou vômitos; sensação de plenitude após as refeições, que se manifesta como distensão abdominal, eructações ou enjoos”, explica o especialista.

 

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