Pesquisa constata a redução do buraco na camada de ozônio

O resultado positivo foi obtido graças a medidas tomadas na década de 1980

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postado em 01/07/2016 06:00 / atualizado em 01/07/2016 19:16

A camada de ozônio, uma parte da atmosfera que envolve a Terra, é essencial para a proteção contra os raios solares. Por isso, quando em 1985, um estudo constatou que esse escudo estava ficando cada vez mais fino, a ponto de apresentar um rombo sobre a Antártida, a comunidade científica entrou em alerta. Logo começou uma pressão para que a indústria de todos os países interrompesse o uso dos clorofluorcarbonos sintéticos, ou gases CFCs, apontados como os responsáveis pelo fenômeno. Esse esforço levou à elaboração, em 1987, do Protocolo de Montreal, que previa a adoção da medida e foi gradativamente adotado pelas nações.

Uma pesquisa publicada na edição de hoje da revista Science mostra que a medida adotada internacionalmente surtiu o efeito desejado. No artigo, especialistas americanos compararam o volume de ozônio atual na atmosfera com as medições feitas 15 anos atrás, concluindo que, desde então, a camada se recuperou significativamente. Para os autores, a boa notícia é uma prova de que ações globais de respeito ao meio ambiente geram efeitos positivos e ressaltam que a melhora da camada pode ser ainda maior se o combate a emissão de poluentes for intensificado.

Os envolvidos no novo trabalho se dedicam a compreender a destruição do ozônio sobre a Antártida desde que o fenômeno foi descoberto. “Eu fiz parte do grupo que ajudou a mostrar que a perda de ozônio foi causada pelos CFCs”, conta ao Correio Susan Solomon, uma das autoras e pesquisadora do Departamento de Estudos Climáticos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

O CFC é uma espécie de cloro que pode ser usado na fabricação de aerossóis, isolantes e geladeiras. Com o alerta gerado pelos pesquisadores, diversos países extinguiram ou diminuíram consideravelmente seu uso a partir da década de 1990. No entanto, depois de lançado, o gás permanece muito tempo na atmosfera, continuando a causar danos por décadas. Por isso, a necessidade de análises que verifiquem se as ações tomadas realmente funcionaram. “Os produtos químicos não desaparecem imediatamente quando paramos de produzi-los. Eles têm uma vida útil de cerca de 50 anos. Agora, eles começaram uma lenta decadência. Isso significa que devemos analisá-los mais vezes”, explica Solomon.

 

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