Ômega 3 pode evitar morte por câncer no intestino, indica estudo

Chamados de câncer colorretal, os tumores do intestino são bastante frequentes na população mundial, mas apresentam altas taxas de cura quando diagnosticados no estágio inicial

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postado em 22/07/2016 07:45

	Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 17/3/16


O câncer de intestino pode ser combatido com ácidos graxos ômega 3, uma substância presente em peixes como salmão, atum, sardinha e arenque, além de frutos do mar, vegetais e nozes. Cientistas dos Estados Unidos chegaram à conclusão após realizarem uma pesquisa com mais de 170 mil voluntários e notaram que, entre os 1.659 que desenvolveram o tumor, havia uma forte correlação entre maior ingestão do composto e menor risco de morte.

“Em comparação com os pacientes que consumiram menos de 0,1g de ácidos graxos ômega 3 por dia, aqueles que consumiram pelo menos 0,3g diário após o diagnóstico tiveram um risco 41% menor de morrer pela doença”, detalharam, em um comunicado, os autores do estudo, liderado por Mingyang Song, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), e divulgado, nesta semana, na revista médica britânica Gut.

Os investigadores acreditam que os achados, caso sejam confirmados em mais pesquisas, possam ajudar em estratégias de tratamento e de prevenção do câncer, mas frisam que os resultados “fornecem a primeira linha de evidência de base populacional para o impacto potencialmente positivo de ácidos graxos ômega 3 de peixes oleosos na sobrevivência” ao tumor. Outros benefícios do composto também estudados são a melhora no funcionamento do cérebro, a da retina e a do sistema nervoso.

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Chamados de câncer colorretal, os tumores do intestino são bastante frequentes na população mundial, mas apresentam altas taxas de cura quando diagnosticados no estágio inicial. O cigarro, o consumo excessivo de bebida alcoólica e uma dieta com as chamadas gorduras ruins são alguns dos fatores de risco para a enfermidade. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer é de que, neste ano, sejam diagnosticados no Brasil 34.280 casos da doença, sendo 16.660 em homens e 17.620 em mulheres. Em 2013, 15.415 — 7.387 homens e 8.024 mulheres — morreram em consequência de complicações do carcinoma.
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