Cientistas dos EUA pesquisam fortalecimento da memória durante o sono

O bom resultado atingido poderá ajudar na prevenção de doenças como o Alzheimer

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 29/07/2016 06:05 / atualizado em 29/07/2016 07:40

Passado o sono leve, quando a pessoa acorda com facilidade, chega a etapa em que o corpo esfria e os músculos relaxam. Nela, acontecem os chamados fusos do sono, rápidas explosões de atividade cerebral que, segundo cientistas, são fundamentais para a consolidação da memória. Uma equipe da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, propõe intervir exatamente nesse intervalo, perceptível em exames de eletroencefalograma, para prevenir o Alzheimer e outros distúrbios neurológicos e psiquiátricos. A abordagem se dá por meio de estimulação elétrica.

“Estamos animados com os resultados porque sabemos que os fusos do sono, e, em seguida, a formação da memória, são prejudicados em uma série de transtornos, como a esquizofrenia e a doença de Alzheimer. Esperamos que alvejar esses fusos se transforme em um novo tratamento para a perda de memória e deficits cognitivos”, comemorou, em comunicado, Caroline Lustenberger, primeira autora do artigo, divulgado na edição de ontem da revista Current Biology.

Leia mais notícias em Ciência & Saúde

Participaram do estudo 16 homens. Inicialmente, eles tiveram uma noite de sono acompanhada pelos cientistas. Outras duas foram usadas para os experimentos. Antes de dormir nas três etapas, os voluntários tiveram que realizar dois exercícios comuns de memória, um envolvendo associação de palavras e outro com identificação de sequência de fatos por meio do toque em imagens. No segundo dia, foram colocados eletrodos em pontos específicos da cabeça dos participantes, que receberam as correntes elétricas. No terceiro, houve uma estimulação falsa, ainda com os eletrodos, o que funcionou como placebo.

Para acompanhar os efeitos da intervenção, todas as manhãs, os participantes realizaram os mesmos testes de memória. A equipe liderada por Flávio Frohlich, autor sênior da pesquisa, detectou melhorias nos resultados associativos e avanços ainda mais significativos nas tarefas motoras de identificação de fatos. “Isso demonstrou um nexo de causalidade direta entre o padrão de atividade elétrica dos fusos do sono e o processo de consolidação da memória motora”, disse Frohlich.



 

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.