Aquecido, adoçante de sucralose pode ficar tóxico, indica pesquisa

Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature. Ao analisar o gás, o grupo notou a presença de ácido clorídrico

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postado em 22/08/2016 07:28



Belo Horizonte - O adoçante de mesa à base de sucralose, tipo mais consumido do mundo, pode se tornar um risco quando vai ao forno. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram, por acaso, que, ao ser aquecido a uma temperatura de 98ºC, o produto fica quimicamente instável e passa a liberar gases potencialmente tóxicos, causadores, por exemplo, de irritação nasal.

"Estávamos testando a estabilidade de alguns compostos. Quando aquecemos a sucralose pura, vimos uma expansão incomum, gerando uma borra parecida com caramelo. Assim que abrimos o frasco, um pesquisador inalou o gás e não se sentiu bem. Foi quando percebemos que o gás era irritante", conta o professor Rodrigo Ramos Catharino, coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Unicamp.

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Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature. Ao analisar o gás, o grupo notou a presença de ácido clorídrico. Na parte sólida, encontrou hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), uma classe de substância recentemente descoberta cujos efeitos ao organismo humano não estão claros para os cientistas. Os HPACs são parecidos com substâncias detectadas no churrasco e com grande potencial cancerígeno. Segundo os autores, componentes tóxicos encontrados na amostra são iguais aos presentes na fumaça do cigarro.

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