Número de corpos celestes representa apenas 1% do estimado pelos astrônomos

Agência Espacial Europeia apresenta o mapa mais completo da Via Láctea, com 1,142 bilhão de corpos celestes catalogados pelo satélite Gaia

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postado em 15/09/2016 06:00 / atualizado em 15/09/2016 07:37

ESA/Gaia/DPAC/AFP
 

 

Quando olhavam para o céu — livre de iluminação artificial e poluição —, os gregos da Antiguidade viam tantos pontos brancos espalhados pela escuridão que parecia um caminho salpicado de leite. Batizaram essa estrada celeste de Via Láctea, nome da galáxia onde fica a Terra. Ontem, a Agência Espacial Europeia (ESA) revelou a existência de nada menos que 1,142 bilhão de “gotas” lá no alto. Esse é o número de estrelas registradas pelo satélite Gaia no grande aglomerado de objetos cósmicos do qual o nosso planeta é apenas mais um.

O mais detalhado censo astronômico jamais realizado foi construído a partir das observações do satélite lançado em 19 de dezembro de 2013. O instrumento orbita a Terra enquanto observa a Via Láctea com dois supertelescópios — o segredo de sua espetacular precisão — e uma câmera fotográfica com uma resolução de 1 bilhão de pixels. “Gaia está na vanguarda da astrometria, mapeando o céu com uma precisão jamais alcançada”, disse o espanhol Álvaro Giménez, diretor-científico da ESA. “A publicação de hoje (ontem) nos dá apenas uma primeira impressão da extraordinária quantidade de dados que nos esperam e que vão revolucionar nosso conhecimento acerca de como as estrelas estão distribuídas e se movem em nossa galáxia”, comemorou.

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Um total de 450 astrônomos de 25 países participam do projeto, que complementa os dados reunidos há 23 anos pela Hipparcos, outra missão astronômica da ESA. A enorme quantidade de informações mostrou que há 200 milhões de estrelas a mais que o previsto anteriormente. Contudo, embora pareça muito, 1 bilhão é apenas 1% de todas as estrelas que compõem a Via Láctea, nos cálculos dos cientistas. O objetivo final de Gaia é completar o mapa celeste em 3D mais preciso até o momento. Entre os dados disponíveis, estão os de anãs brancas e de 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo.

“Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como a nossa galáxia se formou”, explica Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua, na Itália. Por exemplo, os dados permitirão saber se nosso Sol foi criado a partir de um aglomerado de matéria. A posição e o movimento de 400 desses conjuntos de estrelas, gases e poeira já foram registrados pelo satélite, segundo a astrônoma.

 

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