Universitários que têm animais sofrem menos com ansiedade, diz estudo

Foi constatado que os pets trazem benefícios para os estudantes: menos ansiedade, mais bom humor

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postado em 20/09/2016 18:29 / atualizado em 21/09/2016 15:43

Um estudo conduzido por alunos do câmpus de Unaí da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) constatou que estudantes universitários que têm animais de estimação estão menos propensos a se tornarem ansiosos. No total, 219 alunos, sendo 104 homens e 115 mulheres, de diferentes períodos letivos da UFVMJ, participaram voluntariamente da pesquisa, realizada no campus durante o horário letivo.



Para ratificar o estudo, eles realizaram uma avaliação de ansiedade, chamada IDATE. O instrumento apresenta uma escala de ansiedade relacionada a uma situação de adversidade momentânea, denominada ansiedade-estado. Já a ansiedade com um aspecto mais instável na personalidade dos voluntários chama-se ansiedade-traço.

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Entre os entrevistados, 64,92% convivem com animais de estimação e 77,03% do total foram identificados com ansiedade moderada. Durante a análise, foi comprovado ainda que a ansiedade-estado é menor nos voluntários que relataram conviver com algum animal de estimação, em relação àqueles que não possuem ou convivem com os bichinhos.

O fato de a ansiedade ser menor em universitários que convivem com animais mostra a grande influência positiva que eles exercem sobre a ansiedade de seus donos. Os benefícios deste convívio, segundo a pesquisa, são inúmeros, tais como estimulação da memória, aumento da autoestima, melhora no humor cotidiano, diminuição da pressão arterial sanguínea e do colesterol.

A ansiedade é comum em universitários devido a uma grande carga de estresse a que são submetidos, com longas horas de estudo e exigências acadêmicas, pessoais e familiares.

 

“Muita gente que não tinha um animal de estimação agora quer ter, por causa dos resultados do estudo”, explica a estudante Karielly Amaral, 21 anos, uma das autoras do estudo, em entrevista ao Correio. Os professores Debora Orlando e Eric Andrade também participaram do projeto.


Amaral acredita que a pesquisa será muito proveitosa, no futuro, para ajudar universitários e adoção de animais. “Psicólogos e animais podem ajudar no problema”, conclui.

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