Substância combate efeitos de doença autoimune que provoca perda de cabelo

O mal afeta de forma igual homens e mulheres, podendo se manifestar em qualquer idade, inclusive na infância

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postado em 23/09/2016 09:08

Angela Christiano/Columbia University Medical Center

A alopecia areata é uma doença autoimune na qual o próprio organismo ataca os folículos pilosos (estruturas na pele de onde nascem os pelos), resultando em uma perda acentuada e em curto prazo de cabelo. O mal afeta de forma igual homens e mulheres, podendo se manifestar em qualquer idade, inclusive na infância, o que a torna a segunda causa mais comum da calvície.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia (CUMC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, trazem agora resultados de um experimento que aumentam a esperança de que, em breve, a doença deixe de afetar a autoestima das pessoas que a desenvolvem. No estudo, 75% dos pacientes testados, que apresentavam a forma moderada ou severa da enfermidade, tiveram uma recuperação capilar significativa, depois de um tratamento com a substância ruxolitiniba — o remédio, contudo, não beneficia pessoas calvas por outros motivos.

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Os primeiros estudos que apontaram o possível uso da ruxolitiniba para tratar a alopecia surgiram em 2014, com resultados positivos observados em ratos. No mesmo ano, a mesma Universidade de Columbia conduziu um teste com três homens adultos que tinham ficado calvos devido à doença, apresentando resultados animadores. Agora, o bom desempenho da droga foi repetido em um teste um pouco maior, com 12 pessoas.

“Essa é uma notícia encorajadora para pacientes que estão lidando com os efeitos físicos e emocionais dessa doença autoimune. Apesar de nosso estudo ainda ser pequeno, ele fornece evidências cruciais de que inibidores de JAK podem se tornar o primeiro tratamento para pessoas com alopecia areata”, afirma, por meio de um comunicado, Julian Mackay-Wiggan, diretora da Unidade de Pesquisa Clínica em Dermatologia da CUMC.

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