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Correio Braziliense

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Estudo desvenda causas genéticas do vitiligo

Pesquisa identifica 23 genes que aumentam o risco de desenvolvimento da enfermidade. O trabalho também reforça relação entre o mal e outras doenças autoimunes, como diabetes e lúpus

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postado em 18/10/2016 09:00 / atualizado em 18/10/2016 20:19

Vilhena Soares

Um grupo da Universidade do Colorado (EUA) que se dedica a buscar as causas genéticas do vitiligo identificou 23 novos genes que parecem ligados ao mal. O estudo foi publicado recentemente na revista Nature Genetics.

 

"Esse estudo dobra o número de genes conhecidos envolvidos no risco de vitiligo", afirma o líder da equipe, o geneticista Richard Spritz.
 

Para chegar a esse resultado, a equipe comparou o DNA de 4.680 pessoas com vitiligo e 39.586 participantes sem a enfermidade.

 

Relação genética

A pesquisa também reforça a antiga suspeita de que o vitiligo tem relação com outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, lúpus e artrite reumatoide. Essa desconfiança existe porque, muito frequentemente, pacientes com o problema dermatológico também apresentam esses males.

 

Dos 23 genes identificados no trabalho, 12 deles parecem estar associados a mecanismos que causam outras doenças autoimunes.

 

Produnis/Wikimedia/Divulgação
 

 

Remédios para vitiligo

Essa descoberta é importante porque pode levar ao desenvolvimento de drogas que tratem mais de um problema. Outra possibilidade é que remédios em teste para, por exemplo, esclerose múltipla, sejam avaliados também para o vitiligo.

 

"Uma vez que os nossos resultados destacam ligações genéticas com outras doenças, é evidente que algumas das mesmas vias biológicas estão envolvidas nesses problemas. Assim, os mesmos fármacos podem ser úteis para tratar diferentes doenças autoimunes", detalha Richard Spritz.
 

Essa estratégia pode ajudar a baratear os remédios. "Como é muito caro desenvolver e testar novos medicamentos, as empresas farmacêuticas desejam encontrar novos usos para drogas que já estão em desenvolvimento para outras enfermidades. Na verdade, haverá uma reunião internacional para discutir isso em dezembro, em Roma", adianta Spritz.

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