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Astronautas têm mais chances de sofrer com hérnias de disco, aponta estudo

Astronautas que participam de missões longas podem ter os músculos que dão suporte à coluna enfraquecidos, indica estudo norte-americano. As chances de surgimento da complicação chegam a ser quatro vezes maiores

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postado em 26/10/2016 06:00

Maxim Shipenkov/AFP

Enquanto estão no espaço, os astronautas ficam um pouco mais altos, ganham em média de 4 a 6 centímetros. Sem a gravidade, o corpo humano não sofre a força que o pressiona para baixo. Uma das consequências já constatadas é a frequente dor nas costas em missões espaciais mais longas. Agora, cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, descobriram que, nessa condição, há também o risco aumentado de surgimento de hérnia de disco. Isso porque há um enfraquecimento dos músculos que dão suporte à coluna vertebral.

“Serão necessários mais estudos para esclarecer esse efeito (…) No entanto, uma informação como essa pode fornecer dados necessários para apoiar missões espaciais mais longas, como uma tripulada a Marte”, ressaltou, em comunicado, Douglas Chang, chefe de medicina física e serviço de reabilitação na universidade norte-americana e primeiro autor do estudo, divulgado ontem na revista Spine.

A equipe de cientistas chegou à conclusão após analisar seis tripulantes da agência espacial americana, a Nasa, que estiveram na Estação Espacial Internacional (ISS, pela sigla em inglês) entre quatro e sete meses. Os voluntários foram submetidos a exames de ressonância magnética da coluna vertebral antes da missão espacial, imediatamente após o regresso à Terra e de  um a dois meses mais tarde.  A intenção era compreender os fatores que afetam as vértebras no espaço, bem como a resposta do corpo após o fim do trabalho.

Em geral, mais da metade da tripulação apresenta dor espinhal durante as missões espaciais. O estudo constatou um risco quatro vezes maior de surgimento da hérnia de disco nos meses após o retorno à Terra. A ressonância magnética revelou atrofia “significativa” da massa muscular magra paravertebral, que são os pequenos músculos que se conectam com as vértebras e direcionam o movimento dos ossos, ajudando, por exemplo, a evitar o desalinhamento da coluna. Nos exames de imagem feitos logo após o retorno à Terra, a área desses músculos havia diminuído em média 19%. Na análise posterior, apenas dois terços da redução havia sido recuperada.

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