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Bactéria que causa doenças pulmonares fica mais resistente, segundo estudo

Mudanças genéticas também levaram à transmissão do patógeno entre humanos; antes, ela se dava apenas por locais e objetos contaminados

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postado em 11/11/2016 06:00 / atualizado em 10/11/2016 23:31

Vilhena Soares

A bactéria Mycobacterium abscessus é bastante conhecida entre os médicos pelos estragos que pode causar à saúde de pacientes com doenças pulmonares, principalmente a fibrose cística. Em pesquisa recente, cientistas do Reino Unido sequenciaram o genoma desse micro-organismo e descobriram três subtipos mais fortes do patógeno, que já é resistente aos antibióticos, e a transmissão desse agente infeccioso entre humanos. Até então, acreditava-se que ela ocorria por meio de ambientes infectados, geralmente hospitais. Os autores do estudo, publicado na última edição da revista americana Science, adiantam que o trabalho poderá ajudar a desenvolver novas formas para evitar o contágio.

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O trabalho surgiu de uma investigação anterior, quando dois dos autores analisaram a contaminação por M. abscessus dentro do hospital Papworth, no Reino Unido. “Vimos que as transmissões locais poderiam ter como origem um clone de propagação maior. Então, iniciamos uma grande pesquisa global para tentar identificar isso”, conta Julian Parkhill, pesquisador do instituto de pesquisa científica Wellcome Trust Sanger e um dos autores.

A equipe sequenciou o genoma de mais de mil dessas microbactérias, presentes em 517 indivíduos com fibrose cística e tratados em centros médicos da Europa, dos Estados Unidos e da Austrália. Nas análises, foram descobertos três subtipos da bactéria que surgiram nas últimas décadas e estão presentes nas três regiões analisadas. Por meio de análises in vitro de células humanas e de ratos, os pesquisadores também detectaram variações mais perigosas do patógeno.

 

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