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Cientistas mexicanos descobrem a terceira pirâmide de Kukulcán

Cientistas mexicanos descobrem uma edificação de 10 metros dentro da obra maia considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno. Uma construção intermediária, com 20 metros, foi anunciada na década de 1930

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postado em 18/11/2016 10:00

	Laísa Queiroz/CB/D.A Press


Construção imponente do sítio arqueológico Chichen Itzá, no leste do México, a pirâmide de Kukulcán volta a surpreender os cientistas. Engenheiros e antropólogos encontraram uma segunda estrutura piramidal dentro do templo imponente — a primeira foi anunciada na década de 1930. A conclusão da equipe é que a majestosa obra maia contou com pelo menos três etapas até se chegar ao que se conhece hoje também como El Castillo (o castelo). “É como as bonecas matrioscas. Da maior tiramos outra e outra”, compara René Chávez Seguro, chefe do projeto e pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

A pirâmide recém-descoberta tem cerca de 10 metros de altura e, estimam os pesquisadores, é a mais antiga, com construção ocorrida durante o período dos “maias puros”, entre os anos de 550 e 800. Logo após, vem uma edificação com 20 metros e edificação feita em um período transicional da cultura maia, entre os anos 800 e 1000, com a chegada de habitantes da região central do país e o início do estilo maia-tolteca. Com quase 30 metros, o El Castillo corresponde ao período de decadência da civilização reconhecida pela língua escrita, pela arte, pela arquitetura e pelos sistemas astronômicos.

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Segundo Denisse Argote, pesquisadora do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) e integrante da equipe, era comum a construção das estruturas mais importantes de um assentamento em diferentes etapas. Essa prática teria razões diversas. “Havia muitos motivos pelos quais se podia construir uma estrutura. Pela deterioração das estruturas, porque chegava um novo grupo de poder, porque se estabelecia uma nova linhagem, porque ocorria uma cerimônia de renovação dos tempos”, lista.

A especialista conta que cada parte da pirâmide tem uma fachada e uma organização específicas. “Da primeira, a mais antiga, é difícil dar detalhes porque não podemos vê-la totalmente. Da segunda, a intermediária, há algumas partes. Não era uma pirâmide de degraus com nove corpos, como a Kukulcán. Sua parede era bastante lisa e se nota uma mudança na decoração e no estilo em relação à primeira.” Argote acredita que a pequena pirâmide permitirá aos cientistas conhecer com maior precisão a cultura maia pura. “Ou seja, sua população original sem a influência da gente do centro do México”, explica.

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