Esportes com uso de raquete reduzem risco de morte, mostra estudo

Natação, ciclismo e atividade aeróbica também estão entre os campeões em benefícios

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postado em 13/12/2016 06:05 / atualizado em 13/12/2016 08:35

Greg Wood/AFP
 
Já se sabe que a prática de esportes é uma aliada da saúde. Porém, alguns exercícios podem ser mais amigos do organismo humano do que outros. É o que mostra pesquisa realizada por cientistas australianos. Em uma análise científica com 80 mil pessoas, os especialistas observaram que esportes realizados com raquete, além de natação, ciclismo e aeróbica, reduzem os riscos de morte mais do que a corrida e o futebol. Os autores do estudo, publicado na revista internacional British Journal of Sports Medicine, acreditam que os achados podem ajudar as pessoas na hora da escolher um esporte adequado.
Na pesquisa, os cientistas analisaram adultos com mais de 30 anos. Os pesquisadores usaram informações obtidas por meio de questionários respondidos anualmente, de 1994 a 2008, na Inglaterra e na Escócia, que englobaram dados sobre a prática de seis diferentes tipos de atividade física: ciclismo, natação, esportes com raquete - como tênis, squash e badminton -, aeróbica, futebol e corrida.

Ao calcular os riscos de morte de cada modalidade e comparar os dados, os cientistas encontraram diferenças significantes: o risco de morte era 47% mais baixo entre aqueles que praticavam esportes com uso de raquete, 28% mais baixo entre nadadores, 27 % mais baixo entre aqueles que realizavam aeróbica e 15% mais baixo entre os ciclistas. Os pesquisadores não encontraram níveis significativos relacionados aos participantes que praticavam futebol e corrida. “Nossas descobertas indicam que não é só o quanto e com que frequência, mas também que tipo de exercício que você faz que parece fazer a diferença”, destacou em um comunicado à imprensa Emmanuel Stamatakis, um dos autores do estudo e pesquisador da Faculdade de Ciências da Saúde e da Escola de Saúde Pública da Universidade de Sydney, na Austrália.

Getúlio Bernardo Morato Filho, médico do esporte da clínica Meta, em Brasília, acredita que a pesquisa mostra resultados interessantes, mas ressalta que outros pontos no trabalho devem ser considerados na interpretação dos resultados. “Esse estudo tem que ser analisado com cuidado, já que foram utilizadas revisões de trabalhos anteriores, não foram grupos que foram acompanhados, o que renderia uma investigação mais detalhada. Não podemos atribuir as taxas de sobrevivência apenas a esses dados, pois outros fatores podem estar envolvidos. Por exemplo, sabemos que pessoas que fazem esportes individuais têm um cuidado maior com elas mesmas, e praticantes de tênis possuem mais poder aquisitivo. Ou seja, outros fatores, como recursos financeiros, podem ter influenciado esse resultado”, detalhou o médico.

Getúlio Filho também acredita que as diferenças de esforço envolvidas nos esportes analisados explicam a distinção observada na análise internacional.“Podem existir algumas características que favorecem a probabilidade de sobrevida, como a intensidade do esporte que é feito; a natação mesmo exige muito do corpo. Talvez a mensagem desse trabalho seja exatamente essa, que atividades leves trazem benefícios à saúde, mas as de maior intensidade aumentam mais a sobrevida”, complementou o especialista.

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