Da gengiva para as articulações: periodontite pode estar ligada à artrite

Cientistas descrevem como uma bactéria conhecida por causar periodontite também pode desencadear o processo autoimune que caracteriza a artrite reumatoide

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postado em 15/12/2016 06:00 / atualizado em 15/12/2016 06:57

Em todo o mundo, 1,5 milhão de pessoas — a maioria mulheres — vive com uma condição, dolorosa e debilitante, caracterizada pela destruição das cartilagens das articulações. Nas formas mais severas, a artrite reumatoide pode, inclusive, evoluir para inflamações vasculares e danos em órgãos internos, provocando morte prematura. Apesar dos avanços nos tratamentos, ainda não é possível atacar a doença de frente, pois as causas dela são desconhecidas. Agora, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter encontrado evidências de um importante mecanismo por trás da enfermidade, o que poderá levar ao desenvolvimento de novas terapias.

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Em um artigo publicado na edição dessa quarta-feira (14/12) da revista Science Translational Medicine, a equipe do professor de reumatologia Felipe Andrade descreveu como uma bactéria conhecida por causar periodontite — uma inflamação crônica das gengivas — também pode desencadear o processo autoimune que caracteriza a artrite reumatoide. Doenças autoimunes são aquelas nas quais o organismo começa a se autoatacar de maneira exagerada diante de algum agente externo.

Segundo Andrade, muitos pacientes de artrite reumatoide também estão infectados pela bactéria Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Aparentemente, esse patógeno induz a produção das chamadas proteínas citrulinadas, substâncias suspeitas de ativar o sistema imunológico, provocando os eventos que levam ao desenvolvimento da doença autoimune. De acordo com o reumatologista, a descoberta poderá ajudar a encontrar não só novos tratamentos, mas métodos preventivos. “Estamos colocando as últimas peças de um complicado quebra-cabeça que vimos montando há muitos anos”, diz o médico. “Esse estudo pode ser o mais perto que já chegamos das raízes da artrite reumatoide”, afirmou, em nota, Maximilian Konig, pesquisador do Hospital Geral de Massachusetts e primeiro autor do artigo.

 

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marcos
marcos - 15 de Dezembro às 10:51
Tomara que este tratamento venha o mais rápido possível !