Cientistas descobrem como o estresse afeta o coração

Pesquisadores norte-americanos identificam o processo biológico que liga o esgotamento crônico ao infarto e a outras doenças cardiovasculare

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/01/2017 06:00 / atualizado em 11/01/2017 23:49

Tabagismo, hipertensão e diabetes são fatores de risco bem conhecidos para doença cardiovascular. Agora, um estudo publicado na revista The Lancet mostra que o estresse crônico também deve entrar para a lista. “Embora a associação entre o estresse e as doenças do coração tenha sido sugerida há tempos, o mecanismo que media esse risco não era totalmente conhecido”, explica Ahmed Tawakol, pesquisador do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, e um dos autores do trabalho. De acordo com ele, pela primeira vez, se identificou o processo biológico por trás dessa relação.


Leia mais notícias de Ciência e Saúde

A explicação está na amígdala, uma estrutura do cérebro ultrassensível a fatores estressantes. Quando hiperativa, ela desencadeia uma série de passos que pode levar a eventos cardiovasculares. “Estudos com animais mostram que o estresse induz a medula óssea a produzir células brancas sanguíneas, o que causa inflamação arterial”, continua Tawakol. “Nossa pesquisa sugere um padrão análogo em humanos. Além disso, identificamos pela primeira vez, seja em animais, seja em humanos, a região do cérebro que liga o estresse ao risco de ataque cardíaco e derrame.”

O artigo reporta dois estudos complementares. O primeiro, conduzido no Hospital Geral de Massachusetts, analisou imagens e registros médicos de mais de 300 pessoas que fizeram o exame de imagem PET/CT, usando como contraste um radiofarmacêutico chamado FDG, que capta tanto a atividade de regiões do cérebro quanto a inflamação dentro das artérias. Nenhum participante tinha doença cardiovascular na época. O segundo estudo, conduzido no Instituto de Imagem Molecular e Translational (TMII, sigla em inglês) de Nova York, contou com a participação de 13 indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático. Eles foram avaliados para níveis atuais de estresse e também submetidos ao PET/CT com FDG.

 

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui  

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.