Nova descoberta pode contribuir no tratamento de fraturas em diabéticos

Em um estudo com ratos, cientistas perceberam que uma proteína responsável por estimular a atividade das células-tronco esqueléticas ajuda a restaurar osso quebrado

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postado em 12/01/2017 06:00 / atualizado em 11/01/2017 23:55

Das muitas complicações associadas ao diabetes, uma particularmente desafia os médicos. Pessoas que sofrem dessa doença metabólica enfrentam mais dificuldade para se recuperar de fraturas ósseas. Agora, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) descobriram a razão por trás disso. Em um estudo com ratos, perceberam que uma proteína responsável por estimular a atividade das células-tronco esqueléticas (SSCs) ajuda a restaurar o osso quebrado. A descoberta, além de elucidar um mecanismo até então desconhecido, pode, segundo os autores, levar ao desenvolvimento de uma abordagem terapêutica. O trabalho foi publicado na edição desta semana da revista Science Translational Medicine.

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“O diabetes é um problema descontrolado em todo o mundo, e qualquer coisa que melhore a habilidade das pessoas afetadas de sarar das fraturas pode ter um efeito positivo imenso na qualidade de vida delas”, observa Michael Longaker, codiretor do Instituto de Biologia de Células-Tronco e Medicina Regenerativa de Stanford. “Nós descobrimos o motivo pelo qual alguns pacientes com diabetes não se recuperam de fraturas e propusemos uma solução que pode ser aplicada localmente durante a cirurgia de reparação do osso quebrado.”

Segundo o médico, a ideia de investigar a ação de proteínas sobre a recuperação do osso de diabéticos veio de um trabalho anterior no qual Longaker, a equipe que assina a artigo com ele e o patologista Irving Weissman identificaram e descreveram uma população de células nos ossos de ratos que funcionam como SSCs. Essas estruturas são capazes de se diferenciar em todos os componentes do sistema esquelético, incluindo ossos, cartilagens e uma parte da medula óssea chamada estroma. Quando os animais não tinham as proteínas em quantidade suficiente, era muito mais difícil se recuperarem de fraturas. “Isso nos fez pensar. ‘Será que o diabetes afeta a capacidade de recuperação ao modular, de alguma forma, a atividade dessas células?’”, explica Charles Chan, PhD, pesquisador do instituto e coautor do artigo.

 

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