No Dia Mundial do Câncer, OMS ressalta atitudes que facilitam diagnóstico

Conscientização da população está entre as medidas sugeridas pela entidade

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postado em 04/02/2017 10:00

Hoje é o Dia Mundial do Câncer. E, para reforçar a luta contra a doença que, só no Brasil, matou 223.400 pessoas em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um guia de medidas. No documento, especialistas ressaltam a necessidade do diagnóstico precoce e a economia que ele pode gerar aos países. Entre as ações, sugerem investimentos para aumentar a sensibilização do cidadão comum e melhorar o aparato dos profissionais da área. Oncologistas ouvidos pelo Correio concordam com as propostas e reforçam que campanhas informativas são essenciais no combate aos tumores.

De acordo com a OMS, mais de 14 milhões de pessoas desenvolvem câncer a cada ano, um número que pode aumentar para mais de 21 milhões em 2030. A enfermidade é responsável por aproximadamente uma em cada seis mortes mundialmente, com óbitos mais frequentes em países de baixa e média rendas. A doença torna-se mortal principalmente pelo diagnóstico demorado, dificuldade enfrentada também por nações com sistemas de saúde mais avançados. “Diagnosticar o câncer em estágios tardios e a incapacidade de prover tratamento condenam as pessoas ao sofrimento desnecessário e à morte precoce”, afirma, em comunicado, Etienne Krug, diretor do Departamento de Gestão de Doenças Não Transmissíveis, Deficiência, Violência e Prevenção de Lesões do órgão das Nações Unidas.

Três medidas, segundo a OMS, são essenciais para a descoberta dos carcinomas em estágio inicial: sensibilizar o público quanto aos diferentes sintomas e encorajá-lo a procurar atendimento; investir no reforço de pessoas especializadas para atendimento e em equipamentos dos serviços de saúde; e assegurar aos pacientes tratamento seguro e eficaz, mesmo com dificuldades pessoais ou financeiras. “Ao tomar as medidas necessárias para implementar a nova orientação da OMS, será assegurado um tratamento imediato (…) Isso resultará em mais pessoas sobrevivendo ao câncer”, defende Krug.

Rodrigo Medeiros, médico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, unidade Brasília, destaca que a falta de procura imediata quando surgem os sintomas iniciais é um dos problemas que impedem a identificação precoce dos tumores. “Muitas pessoas não vão ao médico quando notam um problema por medo, achando que é uma sentença de morte, ou por falta de conhecimento. Recentemente, atendi um paciente que urinava com sangue havia dois anos. Ele foi diagnosticado com câncer de bexiga avançado e suas chances de cura diminuíram consideravelmente”, conta.

Segundo o oncologista, alguns comportamentos preventivos estão enraizados na sociedade, como a mamografia para as mulheres a partir dos 50 anos. “Mas temos outros casos que exigem cuidado e poucos sabem disso. Por exemplo, pessoas que fumaram pelo menos 30 anos da vida devem, a partir dos 50, fazer uma tomografia de tórax anual”, complementa. Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), também acredita que o segredo para melhorar o tratamento do câncer está nas estratégias de prevenção, que devem estar focadas nas características do público a ser atingido. “Temos que pensar que alguns estados possuem estruturas melhores e que pessoas que moram em lugares isolados, por exemplo, podem ser prejudicadas por causa da dificuldade que enfrentam em marcar um exame”, exemplifica.

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