Cientistas norte-americanos propõem nova árvore genealógica dos dinossauros

Pesquisadores examinaram uma grande amostra de fósseis de dinossauros primitivos para aprender mais sobre o antepassado das espécies

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postado em 24/03/2017 06:00 / atualizado em 23/03/2017 23:01

Mike Hettwer/Divulgação

A árvore genealógica dos dinossauros pode sofrer uma reorganização radical. Cientistas dos EUA propõem uma nova divisão de grupos para classificar esses seres pré-históricos. A teoria, apresentada na revista Nature, também sugere que os animais surgiram cerca de 247 milhões de anos atrás — 10 milhões de anos antes do imaginado — e tiveram como origem o hemisfério norte, não o sul.
 
 
Os cientistas examinaram uma grande amostra de fósseis de dinossauros primitivos para aprender mais sobre o antepassado das espécies. Desde a era vitoriana, eles são divididos em duas categorias: as com quadril de pássaro (ornitísquios) e as com quadril de réptil (saurísquios). Estes últimos são subdivididos em terópodes (os carnívoros bípedes, como o Tiranossauro Rex) e os saurópodes (de pescoço longo, como os brontossauros).

Sob a nova classificação, os dinossauros com quadril de ave, como o tricerátopo e os estegossauros, passam a fazer parte de uma nova categoria, a ornithoscelida, com os terópodes, que foram retirados do grupo dos saurísquios. Segundo Matthew Baron, pesquisador da Universidade de Cambridge e líder do estudo, a nova categoria pode ser descrita como “membros de pássaro”, cujos integrantes compartilham membros posteriores e características do crânio comuns.

“Propomos que a árvore genealógica dos dinossauros, na verdade, parece muito diferente da versão que foi aceita pelos cientistas nos últimos 130 anos”, disse Baron. Participante da investigação, David Norman ressaltou que, se as conclusões estiverem corretas, “todos os principais livros que cobrem o tema da evolução dos vertebrados precisarão ser reescritos”. Em um comentário publicado com o artigo científico, Kevin Padian, da Universidade da Califórnia, classificou as conclusões como “revolucionárias”. “Será interessante ver como os paleontólogos receberam essa reavaliação original e provocativa”, escreveu.
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