Celular ajuda a calcular emissões de CO2 em áreas urbanas

A descoberta deve encorajar novas pesquisas que mostrem como o big data pode ser usado para entender e, por fim, solucionar questões ambientais como poluição nas cidades pelo mund

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postado em 02/05/2017 09:00

Um estudo alemão revelou que o telefone celular é mais uma ferramenta para combater as mudanças climáticas. O trabalho, conduzido em Nuremberg pela companhia de big data analytics Teralytics, pela Telefónica Next e pelo South Pole Group, mostrou que a análise de dados de rede de um celular pode ser um método efetivo para estimar as emissões de CO2 em áreas urbanas, a um custo muito baixo.


Para tanto, a Teralytics examinou dados gerados quando o aparelho se comunica com as células móveis da operadora de telefonia no momento que os usuários fazem um telefonema, mandam mensagens de texto ou fazem buscas na internet. A companhia conseguiu refinar essas informações brutas em padrões de mobilidade humana para compreender como os diferentes modais de deslocamento, como carros ou trens, são utilizados. Ao combinar essas informações com dados de emissões de meios de transporte, foi possível estimar a poluição do ar e as emissões de gases de efeito estufa na cidade.

Como cada tipo de transporte produz quantidades específicas de CO2 e NOX (número de oxidação de um átomo), compreender os padrões de mobilidade urbana é vital para entender a fonte de emissões, disseram os autores do trabalho. O estudo em Nuremberg usou essa informação para estimar com 77% de acurácia a concentração de poluentes no ar da cidade.

A descoberta deve encorajar novas pesquisas que mostrem como o big data pode ser usado para entender e, por fim, solucionar questões ambientais como poluição nas cidades pelo mundo. Isso é particularmente interessante porque o custo de analisar e interpretar os dados é mais baixo que o de outros métodos de medição, defende a Teralytics.

Planejamento urbano


“Enquanto nosso estilo de vida urbano contemporâneo resulta na geração de perigosos gases de efeito estufa, ele também gera grande quantidade de dados comportamentais. Isso pode ser usado em benefício da sociedade”, diz Georg Polzer, CEO da Teralytics. “Nossa descoberta em Nuremberg mostrou que esses dados podem auxiliar planejadores urbanos a entender como a mobilidade contribui para a poluição. Isso é vital para o desenvolvimento e a implementação de estratégias de baixo carbono”, acredita.

De acordo com Polzer, a ideia, agora, é expandir e melhorar a metodologia, focando em rotas curtas e em locais como aeroportos. Além disso, a expectativa é calcular as emissões por tipo de veículo (como utilitários e carros elétricos). A influência de outros fatores, como engarrafamentos e semáforos fechados, também será levada em conta para se obter estimativas de poluição do ar mais acuradas.

“Aproximadamente 70% das emissões globais de gases de efeito estufa são geradas em cidades, significando que elas desempenham um papel essencial na proteção do clima. Vemos grande potencial no uso de dados gerados continuamente, como os de celulares, para medir e reduzir os níveis de poluição nas cidades”, afirma Renat Heuberger, CEO do South Pole Group.
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