Teste mais preciso de detecção do HIV residual é desenvolvido nos EUA

O novo exame é mais barato e rápido do que os atuais

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 30/05/2017 17:08 / atualizado em 30/05/2017 17:42

Chip East/Reuters
 
Os pesquisadores da faculdade de Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, revelaram nesta semana o sucesso de um novo teste para detectar quantidades residuais do vírus HIV em pacientes considerados quase curados. Atualmente, os tratamentos antirretrovirais são tão avançados que conseguem reduzir muito a incidência do vírus nas células, chegando a apenas uma infecção entre milhões de células, mas ainda é possível que o HIV dormente — chamado de reservatório — volte à ativa.
 
 
Depois que o tratamento funciona, saber se o HIV residual pode de fato replicar o vírus e causar um relapso é fundamental para a saúde do paciente. E é justamente isso que o novo teste faz: ele detecta um gene que só é ativado quando o HIV de replicação está presente. 
 
"Com esse teste, demonstramos que pacientes do tratamento antirretroviral, sem sintomas carregam um reservatório de HIV muito maior do que previsto antes", explica o principal autor do estudo, Phalguni Gupta, professor do departamento de Doenças Infecciosas e Microbiologia da universidade.  
 
“Em todo mundo, há esforços consideráveis para curar pacientes de HIV achando jeitos de erradicar esse reservatório latente do vírus que teimosamente persiste em pacientes, apesar das melhores terapias”, complementa Gupta.
 
O exame, chamado de TZA, custa um terço do preço do atual (o Q-VOA), fica pronto em apenas uma semana e requer uma quantidade menor de sangue. O estudo foi publicado na revista Nature.
 
*Estagiária sob supervisão de Anderson Costolli 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.