Planta africana pode ser útil na luta contra a doença de Alzheimer

Carpolobia lutea pode ajudar a proteger mensageiros químicos no cérebro que desempenham um papel vital em funções como memória e aprendizado

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postado em 23/06/2017 06:00

O extrato de uma planta usada há séculos na medicina tradicional da Nigéria pode ser a base de uma nova droga para tratar a doença de Alzheimer. Um estudo da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, publicado na revista Pharmaceutical Biology, mostrou que o extrato das folhas, sementes e raízes da Carpolobia lutea ajudam a proteger mensageiros químicos no cérebro que desempenham um papel vital em funções como memória e aprendizado.

 

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“Nós estamos vivendo mais, e o número de pessoas com demência está crescendo a uma taxa alarmante. Nossa descoberta sugere que a medicina tradicional vai fornecer novos químicos capazes de frear a progressão do Alzheimer”, diz Wayne Carter, principal autor do estudo e pesquisador da Divisão de Ciências Médicas da universidade.

Em pacientes com Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas, como Parkinson e miastenia grave, a atividade do neurotransmissor acetilcolina é reduzida, levando a problemas de memória e atenção. Os medicamentos disponíveis atualmente, chamados inibidores de acetilcolina, reduzem a degradação normal da substância. Pesquisas extensas estão em andamento para encontrar novas versões desses medicamentos, mas com propriedades benéficas adicionais.


Usos diversos

A Carpolobia lutea, conhecida popularmente como vara de gado, é um arbusto pequeno, nativo da África Central e Ocidental. Herbalistas de tribos da Nigéria usam a essência da raiz como afrodisíaco e tratamento para infecções geniturinárias e gengivite. Também já se reportou que a planta tem propriedades anti-inflamatórias, anti-artrite, antimicrobianas, antimalária e analgésicas. Isso pode ser particularmente importante na doença de Alzheimer, pois há evidências emergentes de que os pacientes dessa condição têm inflamações no cérebro.

O estudo de Nottingham descobriu que a planta é altamente efetiva na prevenção da degradação da acetilcolina, mas tem outras propriedades antioxidantes na luta contra os radicais livres — átomos instáveis que podem provocar danos às células e contribuir para o envelhecimento e diversas doenças. Esses danos podem ser exacerbados pela doença de Alzheimer.

“Portanto, a C. Lutea é um farmacoterápico potencialmente benéfico que pode ser desenvolvido no futuro para o tratamento de doença de Alzheimer e/ou outras doenças, como Parkinson e miastenia grave, que também requerem agentes capazes de se adereçarem aos deficits colinérgicos”, concluem os pesquisadores, no artigo.


Fraqueza 

É uma complicação autoimune que tem como principal característica o enfraquecimento dos músculos por um defeito na transmissão dos impulsos nervosos. Manifesta-se em qualquer idade, mas é mais comum em mulheres entre 20 e 35 anos. Fadiga extrema, pálpebras caídas e visão dupla também são sintomas do problema. Em casos mais graves, a capacidade de mastigar e engolir pode ser comprometida. Apesar de não haver cura,  miastenia grave pode ser controlada com medicação.
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