Animais de donos fumantes podem ter vida mais curta, diz pesquisa

Além dos animais inalarem mais fumaça, eles tem uma rotina de limpeza que implicam na maior ingestão de nicotina ao limpar os pelos e as penas

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postado em 06/11/2017 09:23

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O mal que fumantes podem fazer para si e para quem convive com eles (chamados de fumantes passivos) já é conhecido, mas agora, um novo estudo comprova que hábitos tabagistas podem prejudicar ainda mais animais de estimação de donos fumantes. De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Glasgow – no Reino Unido, além dos animais inalarem mais fumaça, eles tem uma rotina de limpeza que implicam na maior ingestão de nicotina ao limpar os pelos e as penas. Os efeitos do fumo passivo em cães, por exemplo, podem ser câncer de pulmão ou de cavidade nasal e seios paranasais. Já os gatos podem desenvolver linfoma e pássaros, coelhos e porquinhos-da-índia têm fortes tendências a sofrer com doenças de pele e problemas respiratórios.

 

Para chegar a essa conclusão, a pesquisadora Clare Knottenbelt explicou que foram recrutados 40 cães – metade vieram de lares com fumantes – e 60 gatos. As amostras de pelos foram analisadas para saber o nível de nicotina presente. A atenção dos especialistas, no caso dos felinos, se voltou para a possível ligação entre o fumo passivo e o linfoma – um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos desses animais.

 

Na particularidade dos gatos, foi levada em consideração uma conta diferenciada, já que eles passeiam pela vizinhança e estão mais expostos à fumaça da rua ou de locais com fumantes. “Um gato pode viver em uma casa sem fumantes e ainda ter alto índice de nicotina”, explicou Clare. Por causa da descoberta, as maiores associações britânicas de veterinários e enfermeiras estão fazendo uma intensa campanha de conscientização sobre os danos. A enfermeira da Royal College of Nursing (RCN), Wendy Preston, contou à BBC que muitas pessoas ficaram horrorizadas com o fato de que o fumo passivo de animais pode até encurtar a vida do bicho de estimação. “Queremos facilitar a conversa sobre o tema com veterinários e enfermeiras veterinárias com os donos dos pacientes”, pontuou.

No entanto, ainda há quem discorde. O diretor de um grupo chamado Forest – que defende o direito dos fumantes, Simon Clark, declarou que o estudo “exagerou” e que não passa de uma distração para a verdadeira causa de abusos contra animais. “A melhor coisa que alguém pode fazer por seu animal de estimação é dar um lugar confortável para viver, onde ele se sinta seguro e bem cuidado”, disparou.

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