Jornal Correio Braziliense

Ministério da Saúde e Emprapii vão destinar R$ 150 milhões para pesquisa

Os investimentos de recursos públicos devem representar um terço do custo de cada projeto

Agência Brasil
O Ministério da Saúde firmou mesta sexta-feira (1º/12) uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) para destinar R$ 150 milhões para pesquisa na área de saúde. Os recursos repassados pelo ministério serão distribuídos por meio de convênios com institutos, empresas e universidades para desenvolver produtos e equipamentos.

Os investimentos de recursos públicos devem representar um terço do custo de cada projeto. Os outros dois terços, que incluem aportes de infraestrutura e equipamentos, são de responsabilidade da entidade conveniada. “É uma parceria, a Embrapii põe uma parte do recursos, que é esse que nós aportamos, e dois terços dos recursos são colocados pela empresa. Isso ajuda que um determinado projeto, que é interessante para o governo, com esse aporte se transforme em patente. Se transformando em patente, vira produto, se tornando um avanço tecnológico para a sociedade”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Segundo o ministro, o incentivo à inovação nacional pode reduzir os gastos do poder público, em especial na compra de medicamentos. “Ela permitirá que desenvolvamos produtos que estamos comprando fora, de outras patentes. No caso da saúde uma gama enorme de produtos, especialmente os biológicos, que são os mais caros para o poder público e que precisamos desenvolver localmente”, acrescentou.

Além dos remédios, Barros disse que a ideia é que sejam desenvolvidos processos e equipamentos que melhorem a rotina do sistema de saúde brasileiro e exemplificou: “o monitoramento, que são equipamentos eletrônicos que controlam leitos e pacientes remotamente, nos permitirá desospitalizar as pessoas que passarão a ser cuidadas em casa ou em hospitais de cuidados paliativos, sem a desassistência. Haverá o grupo de alta especialidade acompanhando remotamente esses pacientes e dando as orientações necessárias”.