Para especialistas, maioria dos motoristas sabe da importância do teste

No primeiro ano da obrigatoriedade do exame houve uma expressiva quantidade de resultados negativos para uso de drogas

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postado em 10/05/2017 16:28

Nos últimos 12 meses da Lei 13.103/2015, cerca de 11% dos motoristas realizaram exames toxicológicos. Desses, 1,55% tiveram resultado positivo para o uso de drogas. O estado do Maranhão teve mais de 11% de resultados positivos, seguido pelo Amapá, 10% e Tocantins, 7%. O menor índice é do Amazonas. Elmer Vicenzi, diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apresentou os números do balanço de um ano de obrigatoriedade do exame e garantiu que houve uma redução de acidentes. “Tivemos uma queda nos valores pagos pelo seguro obrigatório DPVAT. Foram 2.556 seguros em 2015, contra 2.035 em 2016”, informou. 

Vicenzi destacou que a participação da iniciativa privada foi crucial para a estruturação da rede de laboratórios para a coleta dos exames. Foram realizados mais de 1,3 milhão de testes, mais da metade dos motoristas do país. “Os 8% que não renovaram a CNH representam 600 mil. Eles desistiram de manter a categoria profissional para não realizar o exame”, justificou.

Em paralelo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), de março a julho de 2016, o número de acidentes envolvendo caminhões nas estradas federais do Brasil diminuiu de 18 mil para 11 mil, uma redução de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Vicenzi acredita que esse dado já comprova uma mudança no comportamento dos motoristas.

De acordo com Vicenzi, neste primeiro ano houve uma expressiva quantidade de resultados negativos para uso de drogas. “É importante ressaltar esse dado para não colocar o estigma da irresponsabilidade em cima da categoria. Os números demonstram que a grande maioria dos motoristas é responsável”, observou. 

Novas políticas públicas


Para o especialista, a obtenção dos números não é fácil, mas é importante interpretar essa realidade e  traduzir para que os gestores públicos possam entender o problema.  “O debate dos resultados do primeiro ano de obrigatoriedade de exames toxicológicos é importante para a sociedade civil e deve ser elevado a outros níveis. Esse momento público deve ser movido adiante e compartilhado por todos os atores interessados na segurança do trânsito”, alegou. 

O Denatran e o Serpro reuniram em uma plataforma web as informações dos motoristas por município. O cruzamento dos dados deve ajudar na elaboração de políticas públicas regionais. “Os gestores terão uma senha para a plataforma que vai otimizar a gestão municipal, encurtar distâncias entre o poder público federal e o município e gerir contas em relação à necessidade de recursos. Isso vai resultar em uma política pública municipal mais eficiente e transparente”, garantiu Vicenzi.

Minervino Junior/CB/D.A Press

"O debate dos resultados do primeiro ano de obrigatoriedade de exames toxicológicos é importante para a sociedade civil e deve ser elevado a outros níveis”
Elmer Vicenzi, Diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito


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