Relações entre empresas menores e BNDES estão mais próximas

"Finalmente, temos um produto que chega até o pequeno", diz o chefe da área de exportações, Marcelo de Figueiredo Alves

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postado em 28/11/2017 06:00

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press


Uma mudança operacional vem colocando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mais perto do pequeno exportador. As linhas são as mesmas, nada mudou nas exigências para o acesso ao financiamento. Mas, conforme o chefe da área de exportações, Marcelo de Figueiredo Alves, o banco, agora, está conseguindo atingir as menores empresas.

“Finalmente, temos um produto que chega até o pequeno”, confessa. A liberação de financiamentos a projetos de pequeno porte era mínima porque o BNDES repassava a operação de câmbio a outros bancos, que cobravam taxas elevadas, inviabilizando para qualquer micro ou pequeno exportador. “Não funcionava para os pequenos”, diz Alves. Recentemente, a área de exportações do BNDES passou a fazer a transação de câmbio quando o exportador quiser, cobrando uma taxa de 1% para qualquer operação. “Aí, a gente conseguiu tirar esse gargalo”, continua.

Antes, a menor operação era de US$ 300 mil, em uma linha com limite de até US$ 10 milhões. A equipe de Alves comemorou ao fechar um financiamento de apenas US$ 11 mil. “A cabeça vai mudando”, comenta.

O BNDES opera duas linhas de crédito ao exportador: o pré-embarque e o BNDES giro, ambas ao custo de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais um percentual fixo e spread. Não tem crédito para commodities, só para produtos de consumo de alto valor agregado, incluindo manufaturados, semimanufaturados e maquinário. O prazo é sempre acima de um ano, podendo chegar a 22 anos.

A instituição usa agências de bancos credenciados, conseguindo estar presente em todo o país com o cartão BNDES, para projetos de até R$ 20 milhões. Acima desse valor, deve-se procurar o próprio BNDES. Outra linha de crédito é para o pós-embarque, para a qual outros bancos também são credenciados, lá fora, assumindo o risco do importador.

“A empresa exportadora precisa embarcar e dar prazo para o pagamento da mercadoria. Temos aí dois clientes: o exportador, que recebe antecipado em reais, e o importador lá de fora, que vai receber em moeda estrangeira, a prazo”, explica Alves. “Se o importador não estiver satisfeito, a operação não sai”, continua.

Pesquisas mostraram a necessidade de o BNDES ir com o exportador, em especial o pequeno,  negociar a venda no exterior. “Tem que ter conhecimento da dinâmica do mercado para chegar a outro país”, explica Alves. 




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