Presidente do Conselho da Aberje diz que "primeiro passo para diálogo é o respeito"

Paulo Marinho abriu a segunda mesa de debates do Dialogar para Liderar, no auditório do Correio Braziliense

postado em 24/02/2016 15:10 / atualizado em 24/02/2016 15:36

Breno Fortes/CB/D.A Press

 

Paulo Marinho, superintendente de comunicação corporativa do Itaú Unibanco e presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), abriu a segunda mesa de debates do seminário Dialogar para Liderar, no Correio Braziliense, na tarde desta quarta-feira (24/2). Marinho diz que o "primeiro passo do processo do diálogo é o respeito, onde se respeita a si mesmo e ao outro."

Durante sua apresentação, fez um panorama da comunicação empresarial na atualidade. Para ele, a economia atualmente gira em torno da reputação. "Vale mais o que você é do que o que você vende", explica, o que exige um diálogo afinado entre empresa funcionários, colaboradores, clientes e sociedade. Agora, erros locais geram danos globais, a qualidade da exposição da empresa vale mais que a quantidade e criar reputação é mais importante que fazer propaganda. "O primeiro passo do processo do diálogo é o respeito", ressaltou.

Rubens Naves, da Rubens Naves Santos Jr. Associados, deu o exemplo prático de um caso de diálogo efetivo entre sociedade civil organizada e poder público. Na busca por reduzir o deficit de vagas nas creches e na educação infantil em São Paulo, foi estabelecido um diálogo com a prefeitura - que havia prometido a criação de 150 mil vagas durante a campanha eleitoral - e com o Poder Judiciário. Por meio de uma conversa interinstitucional foi possível criar prazos para o cumprimento de decisões judiciais que asseguravam o acesso à educação nessas etapas do ensino. Criou-se ainda um grupo de monitoramento, presidido pelo desembargador do Tribunal de Justiça. Naves destaca que esse foi um processo de decisão dialógico, baseado no princípio da razoabilidade, e que levou a avanços significativos no sentido de alcançar o objetivo proposto. "O nosso projeto de país precisa se concretizar", resume Naves.


Marcelo D'Angelo, diretor de comunicação do Grupo Camargo Corrêa, falou sobre os bastidores da comunicação em gestão de crise e sobre a importância da reputação de uma empresa, que exige atenção e dedicação por parte dos comunicadores. "As redes sociais apresentam uma gama tão diversa de possibilidade, com capacidade de proporcionar uma experiência diferente com marcas. No entanto, a reputação que levou cem, duzentos anos para ser construída, pode ser destruída em poucos segundos nas redes sociais."

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