Leia entrevista com o autor do livro "Larousse da cerveja", Ronaldo Morado

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postado em 01/08/2009 08:31 / atualizado em 01/08/2009 09:30

Tatiana Sabadini

O mineiro Ronaldo Morado, 53 anos, é um dos poucos brasileiros que podem ser chamados de especialista em cerveja. Ele é o autor do Larousse da Cerveja (Ed. Larousse), uma verdadeira enciclopédia de uma das bebidas mais populares do mundo. Nos últimos 20 anos, Ronaldo experimentou os 81 estilos de cerveja existentes. Sou mais um apreciador do que um bebedor", diz. Para os fãs da cevada, ele dá dicas de como começar a degustar sabores e aromas diferentes da bebida. E afirma que para fazer a degustação, nada melhor do que estar na companhia dos amigos.

Você diz no livro que a sede por cerveja está mudando, é melhor beber menos mas com qualidade?

Esse é um fenômeno que não tá acontecendo só em relação a cerveja, mas com a gastronomia também. As pessoas estão procurando por vinhos e culinárias mais sofisticadas. O público ficou mais exigente. Há 30 anos atrás não se falava nem em sushi. Hoje, eles querem algo diferente, procurando outros sabores, seja na gastronomia, seja nas bebidas. A cerveja é mais um capítulo dessa historia. No Brasil, ainda temos poucas opções. A cerveja de estilo pilsen ainda domina. Mas existem outros 80 estilos no mundo. O livro vem exatamente para ocupar um espaço de informação. Temos muitas opções sobre vinho, agora chegou a vez de cerveja.

Qual a melhor forma de se degustar uma cerveja?

A apreciação tem umas regras básicas, prestar atenção no aroma e nos sabores que a cerveja oferece. Ver como a bebida atiça n seus sentidos seja no aroma, no visual, na resfrecância, na espuma. Ela pode ter o sabor mais frutado, mais amargo ou mais adocicado. A cerveja tem uma variedade muito maior de sabores do que o vinho. Pode passa pelo cítrico, chocolate, café e frutas. Isso é pouco explorado. Agora, a gente tem um movimento no Brasil muito empreendendor com as cervejaria menores e artesanais. É quase um fenômeno nacional. Por elas serem menos compromissadas com as regras de marketing, elas se preocupam mais com a qualidade. O movimento dos cervejeiros caseiros também é muito forte em Minas, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Qual o seu conselho para os iniciantes nesses sabores diferentes da cerveja? Qual estilo você recomenda?

São 81 estilos portanto há uma possibilidade de fazer uma verdadeira viagem entre esses sabores. O apreciador pode escolher ia cerveja pelo amargor, o teor alcóolico, a cor, o aroma. Fazer uma jornada pelos cerveja preta, de trigo ou de Ale. Há diversos roteiros de degustação. O que eu lamento é que no mercado brasileiro não ha muitas opções, mas hoje já se encontra dez vezes mais estilos do que se encontrava há dez anos atrás. É possível encontrar boas marcas nacionais e importada. Basta experimentar.

Cerveja sem álcool vale a pena?

Vale. Eu tomo cerveja sem álcool com bastante frequência até. Não vou deixar de tomar uma cerveja por causa da ausência álcool. Ela conserva boas características do tradicional. Aliás, tirar o álcool reforça alguns sabores da cerveja d, principalmente do malte e do lúpulo. Eu aconselho todo mundo a experimentar, temos ótimas versões no mercado. É muito útil, ainda mais com a lei seca, para quando alguém quiser tomar uma cerveja e dirigir por exemplo.

Qual a melhor cerveja que você já experimentou?

Eu gosto de cerveja e ponta. A melhor, no entanto, é uma informação que eu guardo para mim (risos) Eu gosto de todos estilos até a mais azedo. Mas as belgas me agradam muito. São cervejas mais frutadas com muitas opções de sabor e aroma.
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