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Publicação: 10/03/2010 08:44 Atualização: 10/03/2010 08:51
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| Milan Dusek e suas obras: "Todo mundo pode achar estranho esse tema, mas uso essas medalhas como pretexto para fazer pintura e gravura puras" |
O número
18
Número de trabalhos na exposição
As fases de Maria Leontina
A Caixa Cultural recebe também a exposição Maria Leontina — Desenho em risco, com 200 obras inéditas da artista modernista recuperadas pelo curador Sérgio Pizoli. Desenhos, estudos e cadernos que ficaram guardados durante quatro décadas ajudam a revelar as experiências da artista e esmiuçam a criação da estética de cada uma das fases desenvolvidas ao longo da carreira. O acervo estava na casa de Alexandre Dacosta, filho da artista com o pintor Milton Dacosta, e contém desde desenhos realizados quando Maria tinha 12 anos até as últimas obras, estandartes dedicados ao universo religioso e reunidos pelo curador em uma parede inteiramente coberta de representações de São Jorge.
“Mostro a formação da artista, como começou, com os estudos acadêmicos de desenho de observação, luz e sombra”, conta Pizoli, que já realizou a exposição em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A trajetória de Maria Leontina começa nos anos 1950, quando viaja para estudar pintura em Paris e conhece o trabalho do então expressionista Paul Klee. De volta ao Brasil, a artista participa da Bienal de São Paulo de 1953, a mesma que trouxe à capital paulista a Guernica, de Pablo Picasso. Ousada, ela mostra uma série de pequenos desenhos nada convencionais para a suntuosidade que marcou aquela bienal. Pizoli selecionou 10 desses desenhos para a exposição em Brasília.
Triângulo torto
Nos anos seguintes, o expressionismo cede lugar ao concretismo e a abstração geométrica começa a tomar conta das obras dos artistas brasileiros. Maria Leontina segue o curso, mas com marca própria, desvinculada da rigidez que caracterizava o movimento. “Ela fazia uma geometria sensível, não usava o quadrado quadrado, o triângulo era torto, ela criou uma geometria particular”, diz o curador. Nos anos seguintes, geometria e figuração se fundem em trabalhos mais livres. O conjunto exposto na Galeria Principal da Caixa deixa claro, no entanto, a liberdade com a qual Leontina transitava entre suas próprias fases. Os cadernos de estudos revelam uma artista que retoma incansavelmente estilos trabalhados durante toda a vida.
Na Galeria Piccola 2, o público poderá conhecer o trabalho da arte-educadora Claudia Furlani. Um percurso poético reúne pinturas realizadas a partir de fotografias modificadas em processos digitais e colagens.
MARIA LEONTINA – DESENHO EM RISCO
Exposição de Maria Leontina com curadoria de Sérgio Pizoli.
UM PERCURSO POÉTICO — CLAUDIA FURLANI
Exposição de pinturas de Claudia Furlani. Abertura hoje, às 19h, na Caixa Cultural (SBS Q. 4 Lote 3/4, anexo do Edifício matriz da Caixa Econômica Federal). Visitação até 11 de abril, de terça a domingo, das 9h às 21h.
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