diversão e arte

50 (bons) vinhos por até R$ 50 A bebida da moda está cada vez mais democrática. Especialistas indicam rótulos de qualidade que podem ser achados por preços razoáveis

Tatiana Sabadini

Publicação: 11/03/2010 07:00 Atualização: 11/03/2010 09:18

Bom e barato. Dois adjetivos que até pouco tempo atrás não combinavam com o mundo dos vinhos. O tempo passou, o número de apreciadores cresceu, surgiram vinícolas em novas regiões e produtores clássicos se expandiram no mercado. Se as boas marcas ainda não são uma pechincha, a bebida ficou ao menos mais democrática. Os especialistas garantem que é possível degustar excelentes safras por até R$ 50. Sem prejuízo da sofisticação. E para quem quer se tornar um bom enófilo, a ordem é uma só: experimentar. O Correio preparou uma lista com rótulos para aqueles que pretendem se aventurar em novos sabores sem ter de fazer investimentos muito altos.

Para começar, deixe o preconceito de lado e esqueça o estigma de que vinho bom é vinho caro. “Isso já não existe mais. E muita gente se surpreende, porque há muitas opções de qualidade no mercado com um custo razoável”, comenta Marly Maia, da Bordeaux Casa &Vinho.

Os campeões de vendas continuam sendo os rótulos vindos da Argentina e do Chile. Segundo Fernando Rodrigues, sócio da Gran Cru, as vinícolas desses países são os favoritos dos brasileiros porque produzem excelentes vinhos a preços acessíveis. “O novo mundo latino produz uma fruta que caiu no gosto do Brasil, fácil de admirar. O vinho europeu é mais sutil e demanda um pouco mais de educação para o paladar e para o nariz. Por causa do Mercosul também, a importação é facilitada. Além disso, devido à proximidade, principalmente no caso dos argentinos, o transporte é mais barato”, explica o empresário.

Com o surgimento da produção em países como Argentina, Chile, África do Sul e Austrália, a Europa percebeu que perdia uma fatia do mercado e começou a lançar vinhos mais acessíveis. Para conhecer o mundo da bebida, é preciso apostar na diversidade, experimentando diferentes uvas e países produtores. Para Gutto Assunção, sommelier da Vintage Vinhos, é necessário equilibrar o que você mais gosta com o que seu orçamento permite. “Não é o preço que diz se o vinho é bom, mas o seu gosto.”

Para os mais tradicionais, a sommelier da Expand, Anna Rita Zarnier, dá uma dica: “Meu conselho é que a pessoa compre vinhos de uma vinícola conhecida. Normalmente, os vinhos básicos de um produtor confiável são ótimas opções”. Também é possível fazer bons negócios na internet. O especialista da Wine (www.wine.com.br), Manuel Luz, indica o vinho do Porto Gilberts Tawny e o argentino Finca La Daniela Tempranillo, safra de 2007.

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