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Publicação: 09/09/2010 07:00 Atualização: 10/09/2010 19:14
Em 1976, ano de lançamento de Frampton comes alive!, o disco vendeu nada menos do que 6 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. O álbum duplo continuaria a ser sucesso nos anos seguintes, não só nos EUA, mas em outros países — figurando entre os discos ao vivo mais vendidos de todos os tempos. Ainda hoje, para ouvir músicas como Baby, I love your way ou Show me the way, basta sintonizar alguma rádio na linha flashback e esperar. São hits que todo mundo conhece, mesmo sem conhecer seu intérprete.
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Confira íntegra de entrevista com Peter Frampton
Por que Thank you, Mr. Churchill?
Eu uso o Winston Churchill para encapsular aquele período de tempo. Porque ele foi uma figura muito importante para a geração dos meus pais na Inglaterra. Ele foi primeiro-ministro durante a guerra, era a pessoal perfeita para aquele momento. Se os aliados não tivessem ganhado a segunda guerra mundial, o meu pai não teria voltado da Alemanha e eu não estaria aqui hoje. Eu comecei a pensar em como eu cheguei aqui e como meus pais foram fundamentais em me encorajar ao longo da vida. Churchill foi a primeira pessoa em quem eu pensei quando comecei a escrever essa história autobiográfica.
Você sente nostalgia quanto aos anos 1960 e 1970?
A geração dos anos 1960 foi a primeira desde a Segunda Guerra Mundial em muito tempo que teve uma liberdade duradoura. Uma liberdade ingênua talvez, mas durou. Podíamos fazer o que quiséssemos quando crianças. Nosso pais foram criados de uma maneira muito mais rígida. E tudo isso colaborou. Nós tínhamos a música de Elvis Presley, blues, jazz, r&b… tudo isso foi incrivelmente influente para nós na Europa. Foi um período de muita criatividade para essas pessoas. Me sinto sortudo e feliz de ter feito parte daquela época.
Você se dá bem com a internet?
Eu baixo música, mas eu pago por isso (risos). Eu uso muito a internet. É uma ferramenta incrível. Eu mantenho contato com os fãs pelo Facebook, e com meus amigos pelo MySpace. Eu estou muito envolvido com isso. O artista consegue ficar em contato com seus fã diretamente, então é incrível.
Você acha que a internet trouxe um público mais jovem para os seus shows?
Provavelmente sim, porque pais e irmãos mais velhos, a geração que me conheceu no passado, podem apresentar a minha música. Daí é só ir até o quarto e conhecê-la na internet. Pais levam seus filhos adolescentes aos meus shows e eles podem virar fãs também.
Quem você diria que assimilou algo da sua música?
O Dave Grohl (guitarrista do Foo Fighters) e a galera do Pearl Jam dizem que foram influenciados por mim. O Dave Grohl é muito amigo meu. Eu lhe dei o protótipo do meu talk box. Sei que deixei minha marca, assim como eu ouvi muita gente e fui influenciado por eles, e sei que tem pessoas que foram influenciadas pelo que eu fiz ao longo do caminho, mas quem eles são eu não tenho certeza.
Qual a versão de uma música sua que você mais gosta?
A banda Big Mountain fez uma cover reggae para Baby I love your way — para a trilha do filme Reality bites. Essa é a minha versão favorita de uma música minha. Ela é mais pop do que a minha versão. Acho que a canção foi muito bem arranjada, produzida e executada.
Te incomoda ter que tocar sempre suas músicas mais antigas?
Eu não estaria em turnê se eu só pudesse tocar as músicas antigas. A grande coisa de ser um artistas é que você cresce e passa por diferentes fases. Não estou querendo me comparar, mas é como alguém dizer para o Picasso, “nós só queremos que vocês faça quadros azuis, continue assim”. O período azul de Picasso é ótimo, mas é o que ele queria fazer naquela época. Os músicos não querem ficar apenas em um lugar. Eu não conseguiria ficar parado, não é parte do que eu sou. Eu só ganhei um Grammy 30 anos depois de Frampton comes alive!. Isso me deu a esperança de que as pessoas querem ouvir música nova também.
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