Às 21h27, as cortinas do Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães se abriram para a terceira apresentação do espetáculo Beijo bandido com o cantor Ney Matogrosso, em Brasília. Os shows anteriores (em 2010 e 2011) tiveram lotação máxima, mas não foram suficientes para o número de fãs do artista sul-matogrossense. “Sempre gostei do Ney, mas nunca consegui vê-lo cantar: ou estava trabalhando à noite ou o ingresso era muito caro. Sempre havia algo que atrapalhava, mas, dessa vez, consegui”, disse Francisco Agapito Neves de Castro, eufórico ao sair da bilheteria do Teatro Nacional com os tíquetes para o show gratuito em mãos.
Morador do Guará, Francisco, de 33 anos, acordou cedo na sexta-feira, levou frutas e barra de cereais na mochila. Tudo para pegar um bom lugar na fila. “Quando cheguei, às 5h30, um colega me esperava. Na frente dele, já havia 12 pessoas! Conversando com algumas delas, descobri que três chegaram por volta das 2h30 da manhã”, contou o agente de turismo, que negociou com o chefe o horário do expediente. “Como o convite é duplo, meu chefe me liberou para ficar na fila com a condição de eu dar um dos convites para ele.”
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| O cantor Ney Matogrosso, econômico nas palavras, dedicou-se a interpretar seu repertório romântico |
A professora aposentada Ana Lêda Celestin, de 55 anos, também chegou cedo para garantir a presença no primeiro show do ídolo. “Estou aqui desde as 9h30 e a bilheteria só abre às 14h. Como eu nunca o vi ao vivo, estou esperando tudo o que eu vejo pela televisão: um artista completo. O Ney é muito criativo. É impressionante o desenvolvimento artístico dele, o jogo de cintura com o corpo”, elogiou a cearense, moradora de Brasília há 34 anos.
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Correio Braziliense.
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