diversão e arte

Mostra dedicada a Jairo Ferreira reúne os raros filmes de autoria dele

Yale Gontijo

Publicação: 22/02/2012 08:25 Atualização: 22/02/2012 08:40

Um dos filmes comentados pelo crítico, Meteorango Kid (1969), de André Luiz Oliveira, será exibido amanhã no CCBB (Lira Cinematográfica/Divulgação)
Um dos filmes comentados pelo crítico, Meteorango Kid (1969), de André Luiz Oliveira, será exibido amanhã no CCBB
O universo de Jairo Ferreira é inclassificável, extraordinário e maldito. Crítico, fotógrafo, cineasta e escritor, esse paulistano nascido em 1945 e morto em 2003 dedicou a vida ao cinema com paixão desmedida. Primeiro como crítico do São Paulo Shimbum, publicação feita no bairro da Liberdade, destinada à colônia japonesa no Brasil. Depois, como diretor e produtor de filmes experimentais. Ele fez oito filmes — cinco curtas, um média e dois longas-metragens — entre 1973 e 1980. Todos serão apresentados na mostra Jairo Ferreira — Cinema de invenção, de hoje a 4 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Ferreira foi um defensor do cinema marginal brasileiro, também chamado pelo codinome udigrudi e que ele preferia denominar “cinema de invenção”, encabeçado pelos realizadores da Boca do Lixo, na capital paulista. “A grande importância do Jairo foi como porta-voz do cinema experimental feito em São Paulo e no Rio de Janeiro. Esse é o aspecto mais visível dele, tanto como crítico de cinema (a atividade pela qual ficou mais conhecido) como defensor desse tipo de cinema feito por aqui”, acredita o curador da mostra, Renato Coelho.

Em setembro de 1970, o autor descreveria o cinema da Boca do Lixo, no artigo “Erotismo & curtição”, como um movimento singular e independente: “Não é gregário, razão pela qual não tolera demagogias e/ou teorizações de porta de boteco. O Lixão é apenas um background, onde se reúnem os jovens cineastas de São Paulo, independentes e marginais. Não começa coisa nenhuma onde terminou o cinema novo. É anti-ideológico, renega as éticas e estéticas até então conhecidas e está explodindo como um fato jamais visto”.

A matéria completa você lê na edição impressa desta quarta-feira (22/2) do Correio Braziliense

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